Mulheres indígenas e ribeirinhas se reúnem para fortalecer seu protagonismo no Amazonas
Em Itacoatiara, mulheres se encontraram para discutir a valorização de seus papéis em seus territórios, com foco na luta por direitos e dignidade.

No mês de março, o Centro Pastoral São Paulo VI, localizado em Itacoatiara (AM), foi palco do Encontro Alusivo ao Dia Internacional das Mulheres. A atividade reuniu mulheres camponesas e representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de diversas comunidades, com o intuito de fortalecer o protagonismo feminino nos territórios amazônicos.
O encontro teve como principal objetivo incentivar a permanência das mulheres no campo, nas águas e nas florestas, além de reafirmar a importância da organização coletiva para a defesa de seus direitos. As participantes participaram de momentos de escuta, reflexão e roda de diálogo, onde temas fundamentais à realidade das mulheres foram discutidos.
Durante as discussões, foram abordados assuntos como a violência contra a mulher, suas manifestações e formas de denúncia, além do trabalho escravo contemporâneo e a exploração laboral. Também foram discutidos os direitos e políticas públicas voltadas para as mulheres, enfatizando o acesso a documentação, saúde, educação e assistência, assim como a importância do autocuidado e da saúde integral.
As discussões revelaram os desafios enfrentados pelas mulheres, incluindo a violência e a precarização do trabalho, além da dificuldade de acesso a políticas públicas e serviços essenciais. Contudo, o encontro também destacou a necessidade de proteção e resistência, reforçando a importância das redes de apoio e do espaço de formação como ferramentas para enfrentar as violações de direitos.
Na parte da tarde, as participantes desfrutaram de um momento de autocuidado, promovido pela UNIPLAN, com serviços de verificação de sinais vitais, massagens relaxantes e atividades de acolhimento. O evento, que contou com o apoio da Prelazia de Itacoatiara e diversas instituições, não apenas celebrou o Dia Internacional das Mulheres, mas também se configurou como um espaço de formação e fortalecimento da dignidade feminina, promovendo a construção de um futuro mais justo e livre de violência.
Fonte: Portal Amazônia