Museu Amazônico recebe exposição sobre Trabalho, Sexo e Amor até outubro
De 15 de setembro a 09 de outubro, o Museu Amazônico da Ufam apresenta a exposição 'Trabalho, Sexo e Amor em Manaus', com foco nas vivências de trabalhadoras sexuais.

Entre os dias 15 de setembro e 09 de outubro, o Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) será o palco da exposição intitulada 'Trabalho, Sexo e Amor em Manaus: Olha o cuidado aí!'. A abertura deste evento ocorrerá na terça-feira, 15 de setembro, das 18h às 21h, e faz parte da programação do 3º Seminário e Encontro de Saberes Cosmopolíticas do Cuidado no Fim-do-Mundo.
A cerimônia de inauguração contará com a presença das autoras das obras e oferecerá performances com experiências imersivas, além da apresentação do DJ Ravi. A exposição visa compartilhar e valorizar as práticas, histórias e visões cotidianas de cuidado, construídas por mulheres prostitutas em Manaus.
Durante um mês, as participantes do projeto documentaram seus cotidianos, tanto em casa quanto no trabalho e em suas relações interpessoais, utilizando fotografias e diários de áudio. A metodologia do projeto incluiu oficinas presenciais sobre técnicas fotográficas e etnografia visual, realizadas no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Ufam (PPGAS-Ufam), que permitiram a apropriação técnica por parte das autoras.
A curadoria das obras foi realizada em conjunto pelas fotógrafas e pelas pesquisadoras Laura Murray (UFRJ), Natânia Lopes (UNICAMP) e Paula Bologna (University of Leeds). Esta exposição faz parte do projeto 'Para Além do Trabalho e dentro das Lutas Cotidianas: Narrativas e Imagens de Cuidado no Contexto da Prostituição no Amazonas', que está vinculado à pesquisa 'Cosmopolíticas de Cuidado no Fim-do-Mundo', coordenada pelo CPaS-1/FSP/USP.
O tratamento e layout visual das imagens foram desenvolvidos pelo Laboratório Digital de Tratamento e Impressão da Escola de Comunicação e Artes da USP. A realização deste projeto é resultado de uma colaboração interinstitucional entre a Ufam, a Universidade de São Paulo (CPaS-1/FSP e ECA), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ladcopi/NEPP-DH) e o Núcleo de Prostitutas Rosa Vermelha. O financiamento foi possibilitado pelo Programa de Apoio a Docente Recém-Doutor Antônio Luiz Vianna/UFRJ e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Fonte: D24AM