Museu Goeldi alcança nota 8,53 em avaliação de desempenho do MCTI
Museu Goeldi recebe nota 8,53 em avaliação do MCTI, destaca digitalização de acervos, descobertas científicas, inovação tecnológica e captação de recursos em 2025.

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), com quase 160 anos de produção científica na Amazônia, obteve nota 8,53 na última avaliação de desempenho realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A avaliação levou em conta 23 indicadores pactuados no Termo de Compromisso de Gestão (TCG), o maior número entre os 16 institutos avaliados pelo órgão federal.
Em 2025, o MPEG digitalizou 1.499.785 registros de suas coleções biológicas, sendo mais da metade inserida no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). O acervo do museu ultrapassa 4,5 milhões de itens em 19 coleções, incluindo fósseis, plantas, animais, cerâmicas arqueológicas, objetos de povos originários e registros de línguas indígenas. No mesmo período, foram integrados 7.964 novos itens às coleções biológicas (4.804 de zoologia e 3.160 de botânica), além de 12 artefatos indígenas, 200 gigabytes de áudios em línguas indígenas e 131 artefatos arqueológicos nas coleções de ciências humanas.
O museu liderou a descoberta de 53 novas espécies em zoologia e botânica, superando as 42 de 2024. Entre os registros estão um gênero de aranha, quatro espécies de microfósseis, 18 de aranhas, 19 de insetos, uma de serpentes, seis de peixes e quatro de angiospermas. Em 2025, o MPEG foi responsável por 224 publicações científicas, sendo 194 artigos, dos quais 176 (mais de 90%) foram publicados em revistas com qualificação igual ou superior à B2, conforme os parâmetros da Capes.
A participação do MPEG na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), impactou positivamente a projeção institucional, mas também causou leve declínio em índices como o de visitação ao Parque Zoobotânico, que ficou fechado para obras de manutenção. Em 2025, o parque recebeu 205.926 visitantes e 204 escolas, totalizando 9.155 estudantes, além de 25.131 pessoas atendidas em projetos comunitários e 69 materiais didático-pedagógicos confeccionados.
O museu também avançou em inovação tecnológica, com dois novos pedidos de patente ao INPI: um compósito termorrígido à base de fibras de aninga e um carrapaticida natural, ambos desenvolvidos a partir de pesquisas com Montrichardia spp. O portfólio do MPEG inclui uma patente deferida, 14 solicitações de patentes, dois registros de marca e quatro de softwares. Em relação ao quadro funcional, a instituição encerrou 2025 com 173 servidores efetivos, 215 bolsistas e 388 profissionais e estudantes, além de concursos públicos para 39 novos servidores em andamento. O orçamento da União para 2025 foi de R$ 19.156.638,00, mas o museu captou R$ 32.179.709,71 em recursos extraorçamentários, viabilizando 55 projetos.
Fonte: Portal Amazônia