Museu Goeldi celebra 160 anos com programação especial de aniversário
O Museu Paraense Emílio Goeldi completa 160 anos e promove uma série de eventos de 6 a 15 de outubro para celebrar sua contribuição à ciência e à Amazônia.

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), o mais antigo instituto científico da Amazônia e o segundo maior museu de história natural do Brasil, completa 160 anos nesta terça-feira, 6 de outubro. Para comemorar essa importante data, a instituição preparou uma programação especial com eventos que irão de 6 a 15 de outubro, destacando sua trajetória na produção científica e na conservação da Amazônia.
Com uma história rica, o Museu Goeldi tem se dedicado a redesenhar a ciência na região amazônica, promovendo o diálogo e a colaboração com comunidades tradicionais, como indígenas e ribeirinhos. Essa integração entre o conhecimento tradicional e o científico é fundamental para a conservação da sociobiodiversidade amazônica, um dos pilares do trabalho da instituição.
Desde sua fundação em 1866 pelo naturalista Domingos Soares Ferreira Penna, o Museu passou por grandes transformações. Em 1894, sob a direção do zoólogo suíço Emílio Goeldi, a instituição deixou de ser um simples gabinete de curiosidades para se tornar um centro de pesquisas reconhecido mundialmente. Goeldi implementou reformas significativas que moldaram a instituição como um centro de pesquisa sobre a história natural e etnográfica da Amazônia.
Um dos legados de Goeldi é a criação do Parque Zoobotânico em 1895, que até hoje serve como um espaço de lazer e divulgação científica para a população paraense. Com 131 anos de história, o PZB continua a ser um dos locais mais visitados por moradores e turistas, reforçando a conexão entre a ciência e a comunidade.
Atualmente, o Museu Goeldi mantém um compromisso com a formação acadêmica, oferecendo programas de pós-graduação em parceria com diversas universidades. Além de qualificar pesquisadores, o Museu também engaja jovens em ciência através do Clube do Pesquisador Mirim, que estimula o interesse científico entre crianças e adolescentes. Conforme destaca o diretor Nilson Gabas Júnior, o compromisso do Museu é não apenas celebrar seu passado, mas garantir que continue contribuindo para a compreensão e o desenvolvimento da Amazônia.
Fonte: Portal Amazônia