NASA planeja lançar espaçonave nuclear para Marte até 2028
A NASA pretende enviar a SR-1 Freedom, primeira espaçonave interplanetária movida a energia nuclear, a Marte até dezembro de 2028.

A NASA, a Agência Espacial Americana, está desenvolvendo planos para enviar sua primeira espaçonave interplanetária movida a energia nuclear, a SR-1 Freedom, para Marte. O objetivo é que a nave chegue ao planeta vermelho em 2029, aproveitando uma janela de alinhamento planetário favorável para a travessia.
A SR-1 Freedom será equipada com um sistema de propulsão nuclear elétrica, no qual um reator nuclear gera eletricidade para alimentar propulsores iônicos de alta eficiência. Essa tecnologia inovadora permite que a espaçonave mantenha uma aceleração contínua por vários meses, utilizando baixo consumo de massa, o que amplia as possibilidades de missões de longa duração no espaço profundo.
Diferentemente dos foguetes químicos tradicionais, que consomem rapidamente todo o combustível, o sistema da SR-1 Freedom se destaca pela sua eficiência e autonomia. O reator de fissão nuclear a bordo da espaçonave é capaz de produzir mais de 40 quilowatts de potência elétrica, utilizando urânio de baixo enriquecimento na forma de dióxido de urânio como combustível.
O calor gerado pelo reator será convertido em eletricidade através de um ciclo Brayton fechado, uma tecnologia já testada em ambientes terrestres e adaptada para operar nas condições extremas do espaço. Para garantir que o sistema funcione adequadamente ao longo da viagem, radiadores em formato de aletas serão utilizados para dissipar o excesso de calor e manter o equilíbrio térmico da espaçonave.
A missão também incluirá a carga útil Skyfall, composta por três helicópteros inspirados no projeto Ingenuity, que operou com sucesso em Marte entre 2021 e 2024. Um dos desafios principais será assegurar que o reator suporte as vibrações do lançamento, mantendo sua integridade. Por motivos de segurança, o reator permanecerá desligado por cerca de 48 horas após a decolagem, minimizando o risco de liberação de material radioativo em caso de falhas iniciais.
Fonte: D24AM