Nova espécie de planta do Cerrado homenageia a ex-ministra Marina Silva
A Chamaecrista marinasilvae, descoberta no Tocantins, recebeu o nome da ex-ministra Marina Silva, destacando a importância da preservação ambiental.

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi homenageada com o nome de uma nova espécie de planta encontrada no Cerrado brasileiro. A planta, denominada Chamaecrista marinasilvae, foi identificada durante a pesquisa de mestrado da bióloga Késia Ramos Miranda, sob a orientação da professora Juliana Rando, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), e com a colaboração de pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen).
Marina Silva expressou sua alegria em suas redes sociais, afirmando que esta é a terceira vez que seu nome é utilizado para batizar uma espécie. Para a ambientalista, receber essa homenagem é uma grande honraria, pois cada uma delas representa um compromisso renovado com a proteção da biodiversidade. "Agradeço de coração à bióloga Késia, à professora Juliana e aos pesquisadores da Embrapa por esse reconhecimento", comentou.
A ex-ministra também enfatizou a relevância da descoberta de novas espécies e a necessidade de conservar o meio ambiente. Ela afirmou: "É mais uma demonstração da importância da ciência e das unidades de conservação para proteger as muitas formas de vida que fazem do Cerrado um patrimônio insubstituível".
A Chamaecrista marinasilvae pertence à família das leguminosas (Fabaceae) e possui uma distribuição geográfica restrita ao estado do Tocantins, especialmente na região do Jalapão. Parte dos indivíduos catalogados está localizada na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, que é uma área protegida.
Apesar de ser uma espécie recém-descrita, a Chamaecrista marinasilvae já é classificada como em risco de extinção devido à perda e fragmentação de habitat causada pelo desmatamento e pela expansão da fronteira agrícola no Cerrado. Além desta nova planta, Marina Silva já recebeu homenagens com outras duas espécies: a Pleroma marinana, relacionada a uma muda que plantou em 2005, e o marsupial Marmosops marina, descrito em 2020.
Fonte: Portal Amazônia