Nove destinos para conhecer na Amazônia Legal além dos roteiros tradicionais
Amazônia Legal oferece destinos além dos tradicionais, como museus, sítios arqueológicos e cidades históricas em nove locais da região.

Museus, cidades históricas, sítios arqueológicos e fortalezas são algumas das atrações que os estados da Amazônia Legal oferecem, fugindo dos roteiros turísticos tradicionais. Quando se fala em turismo na Amazônia, é comum que os roteiros incluam as grandes atrações de cada estado, como as cachoeiras de Presidente Figueiredo e os passeios pelos rios no Amazonas; o Ver-o-Peso e a Estação das Docas no Pará; os Lençóis Maranhenses no Maranhão; o Jalapão no Tocantins; e o Monte Roraima em Roraima.
Rio Branco, capital do Acre, é conhecida como porta de entrada para o estado, mas oferece mais do que isso. No centro da cidade está o Museu dos Povos Acreanos, inaugurado em 2023 no prédio do antigo Colégio Meta, com um acervo que reúne objetos, documentos, obras de arte, mobiliário, achados arqueológicos e paleontológicos. A visita ao museu permite conhecer as histórias que ajudam a explicar quem vive e viveu na floresta.
No Amapá, além do Marco Zero da linha do Equador e da Fortaleza de São José de Macapá, o Parque Nacional do Cabo Orange, localizado no município de Oiapoque, protege uma área de mais de 657 mil hectares com manguezais, campos alagados, rios e canais. Criado em 1980 e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o parque abriga espécies importantes da fauna brasileira, como onça-pintada, peixe-boi-da-Amazônia, peixe-boi-marinho, tamanduá-bandeira e tartaruga-verde.
No Amazonas, além do Teatro Amazonas e das cachoeiras de Presidente Figueiredo, o Museu do Seringal Vila Paraíso é um destino pouco conhecido. Acessível somente por via fluvial, o museu reproduz a estrutura de um antigo seringal do final do século XIX e início do século XX, período do Ciclo da Borracha. Inaugurado em 2002, preserva casas, barracões, mobiliário e utensílios, além de ter sido cenário do filme A Selva. O espaço cultural ajuda a entender um período importante para a identidade econômica e urbana da região.
O Maranhão, além dos Lençóis Maranhenses, possui cidades históricas como Alcântara, cujo conjunto arquitetônico e urbanístico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1948. O Museu Casa Histórica de Alcântara está instalado em um sobrado histórico com cerca de 900 peças restauradas. Em Mato Grosso, o Museu de História Natural de Mato Grosso Casa Dom Aquino, em Cuiabá, funciona em uma construção histórica de 1842 e reúne acervos de arqueologia, paleontologia e etnologia. Em Belém, Pará, o Museu Paraense Emílio Goeldi, fundado em 1866, é uma das instituições científicas mais antigas dedicadas ao estudo da Amazônia, com pesquisas em várias áreas e um parque zoobotânico com espécies da fauna e flora amazônicas.
Em Rondônia, o Real Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques, construído no século XVIII às margens do rio Guaporé, é a maior edificação militar portuguesa fora da Europa. Tombado pelo Iphan desde 1950, o forte é também um sítio arqueológico com materiais que ajudam a reconstruir a ocupação humana da região. Em Roraima, além do Monte Roraima, a Orla Taumanan, inaugurada em 2004 em Boa Vista, está localizada no Centro Histórico e possui cerca de 6,5 mil metros quadrados divididos em duas plataformas, Meiremê e Weikepá. Próximo a igrejas e outros espaços históricos, a orla é um local de convivência com restaurantes, música e eventos culturais. No Tocantins, além do Jalapão, a cidade de Natividade possui um conjunto histórico tombado pelo Iphan, com construções do ciclo do ouro, como casarões, igrejas, ruas estreitas e ruínas que fazem parte da paisagem local.
Fonte: Portal Amazônia