Novo documento propõe fortalecer Indicações Geográficas no Amazonas
Uma Nota Técnica inédita apresenta diagnósticos e recomendações para impulsionar a bioeconomia no estado, destacando produtos como Farinha Uarini e Pirarucu de Mamirauá.

Uma nova Nota Técnica, intitulada "Indicações Geográficas no Amazonas: subsídios técnicos para fortalecer a implementação das Indicações Geográficas do Amazonas", foi elaborada pelo Instituto Mamirauá em colaboração com diversas instituições públicas e organizações. O documento, que é inédito na região, reúne um diagnóstico detalhado sobre as Indicações Geográficas (IGs) no estado e apresenta sugestões para enfrentar os desafios das cadeias produtivas.
O objetivo principal da iniciativa é fortalecer as Indicações Geográficas como um meio de desenvolvimento territorial, valorização dos conhecimentos tradicionais e geração de renda. Durante o I Encontro das Indicações Geográficas do Amazonas, realizado em novembro de 2025 em Tefé, foram discutidas as principais dificuldades e oportunidades no setor, que agora são sistematizadas no novo documento.
Entre os desafios destacados, estão questões como logística, infraestrutura, acesso a mercados, governança das organizações, fiscalização e a necessidade de assistência técnica contínua. A coordenadora do Núcleo de Inovação e Tecnologias Sustentáveis (NITS) do Instituto Mamirauá, Tabatha Benitz, ressalta que existe uma percepção errônea sobre o registro das IGs, acreditando-se que isso automaticamente gera valorização econômica.
Produtos reconhecidos como o Guaraná de Maués, Farinha Uarini, Abacaxi de Novo Remanso e Pirarucu de Mamirauá, entre outros, ainda precisam superar barreiras para converter suas indicações em benefícios econômicos efetivos. Além disso, o artesanato Ticuna de Benjamin Constant está em processo de obtenção de registro, podendo se tornar a primeira IG de artesanato do Amazonas.
A Nota Técnica também é importante para garantir a propriedade intelectual dos produtos e organizar as etapas necessárias para que eles cheguem a mercados mais qualificados. A valorização dos territórios e da biodiversidade depende, portanto, de políticas públicas e investimentos que transformem patrimônios em oportunidades concretas de desenvolvimento sustentável, conforme indicado por Tabatha Benitz.
Fonte: Portal Amazônia