Novo medicamento para câncer de pâncreas aprova nos EUA e emociona médicos
A FDA dos EUA aprovou o daraxonrasib, um novo tratamento para câncer de pâncreas metastático, com resultados promissores em ensaio clínico.

A agência reguladora dos Estados Unidos, conhecida como FDA, deu um importante passo ao aprovar o uso do daraxonrasib, comercialmente chamado de Rasonque, para adultos que sofrem de adenocarcinoma de pâncreas metastático. Este medicamento é indicado para pacientes que já passaram por pelo menos um tratamento sistêmico ou que não podem realizar combinações quimioterápicas complexas.
A aprovação do daraxonrasib foi antecipada em mais de seis meses em relação ao prazo originalmente previsto, o que demonstra a urgência e a necessidade de opções eficazes no tratamento dessa forma de câncer agressivo. A decisão foi fundamentada em dados finais do ensaio clínico randomizado de fase 3, denominado RASolute 302, que foi publicado no respeitável Journal of Clinical Oncology.
O estudo envolveu 500 pacientes, que foram divididos entre o novo tratamento e a quimioterapia convencional. Os resultados foram tão impactantes que provocaram uma rara ovação de pé durante a sessão plenária da American Society of Clinical Oncology (ASCO), que ocorreu em Chicago, ressaltando a importância e a eficácia do novo medicamento.
O daraxonrasib atua bloqueando as variações da proteína RAS, que é crucial para a proliferação tumoral e historicamente um alvo terapêutico de difícil acesso. Os dados do estudo mostraram um aumento significativo na sobrevida dos pacientes com a mutação RAS G12, a mais comum na doença, com uma mediana de 13,2 meses de vida com o uso do comprimido, comparada a 6,6 meses com quimioterapia convencional.
Além disso, o tempo mediano livre de avanço do tumor aumentou de 3,5 meses para 7,3 meses, e 31% dos pacientes apresentaram uma redução mensurável do tumor, em comparação a apenas 11,2% no grupo controle. Importante destacar que apenas 1,2% dos pacientes interromperam o tratamento devido a efeitos colaterais, contra 11,2% na quimioterapia, evidenciando a baixa toxicidade do daraxonrasib. Especialistas acreditam que, devido à sua eficácia e segurança, o daraxonrasib se consolida como o novo padrão global para a segunda linha de tratamento do câncer de pâncreas avançado.
Fonte: D24AM