Oficina de Cinema Inicia Segunda Etapa do Projeto Amazônia das Palavras em Humaitá
A oficina 'Como Utilizar o Cinema em Sala de Aula' ocorreu em Humaitá, incentivando estudantes a explorar a produção audiovisual com celulares.

A oficina intitulada 'Como Utilizar o Cinema em Sala de Aula' foi realizada na quarta-feira, 4 de outubro, na Escola Estadual Governador Plínio Ramos Coelho, popularmente conhecida como GM3, em Humaitá, sul do Amazonas. Essa atividade, conduzida pelo cineasta Marcelo Ikeda, deu início à segunda etapa do projeto Amazônia das Palavras – Quarta Edição, reunindo estudantes em uma imersão na linguagem cinematográfica.
Durante a oficina, Marcelo Ikeda apresentou aos participantes diversas possibilidades de criação audiovisual, utilizando trechos de curtas-metragens de diferentes formatos e nacionalidades. O objetivo era demonstrar que a produção de filmes não requer equipamentos sofisticados, mas pode começar a partir da observação do cotidiano e do uso dos recursos disponíveis, como os celulares.
“Eu tentei desmistificar o cinema e trazer a ideia de um cinema possível, em que eles mesmos, com seus celulares, podem criar filmes a partir da observação do mundo ao seu redor. A oficina é uma oportunidade para formar o olhar dos alunos, estimulando-os a produzir suas próprias imagens”, explicou Marcelo Ikeda.
A atividade também incluiu uma introdução à história do cinema, com referências aos pioneiros irmãos Lumière e Georges Méliès, permitindo que os alunos compreendessem a evolução da linguagem audiovisual. Além disso, Marcelo incentivou os participantes a usarem seus celulares como diários visuais, registrando cenas do dia a dia e construindo narrativas a partir dessas experiências.
A gestora da GM3, Eliana Nina, destacou que a continuidade do projeto amplia o acesso à literatura e contribui para a formação de leitores críticos. Outros educadores, como a pedagoga Rosinete Miranda, ressaltaram a importância dessas oficinas na complementação dos conteúdos acadêmicos, promovendo um aprendizado mais rico e diversificado. As atividades culturais gratuitas, que incluem exibições de documentários e espetáculos circenses, também visam envolver a comunidade escolar e local.
Fonte: Portal Amazônia