OMS tranquiliza sobre surto de hantavírus em cruzeiro de luxo
Após três mortes relacionadas a hantavírus em um cruzeiro, a OMS afirma que o risco à população é baixo e não há necessidade de pânico.

Após a confirmação de três mortes associadas a um surto de hantavírus no cruzeiro de luxo MV Hondius, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se manifestou, assegurando que não há motivos para pânico e que o risco à saúde pública é considerado baixo.
A embarcação, que partiu da Argentina no início de abril, transportava cerca de 150 passageiros de diversas nacionalidades. Dentre as vítimas fatais, estão um cidadão alemão e um casal holandês, enquanto outras oito pessoas a bordo estão sob suspeita de terem contraído a doença.
Esse surto gerou preocupação entre autoridades em diversos países, mas a OMS esclareceu que está tomando medidas urgentes para conter a disseminação do hantavírus. A agência enfatizou que o cenário não requer restrições de viagem e que as nações não devem entrar em pânico.
Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, explicou que o comportamento do hantavírus difere de outros vírus associados a doenças respiratórias, como o coronavírus, e que, portanto, não possui potencial pandêmico. “As infecções por hantavírus são incomuns e geralmente estão ligadas à exposição a roedores infectados”, disse ele.
Os hantavírus são zoonóticos e afetam principalmente roedores, podendo ser ocasionalmente transmitidos a humanos. A transmissão ocorre por meio de mordidas de roedores ou pelo contato com urina, fezes ou saliva contaminadas. Os sintomas geralmente começam entre uma e oito semanas após a exposição e podem incluir febre, dor de cabeça e dificuldades respiratórias, entre outros. Nos casos mais graves, a doença pode resultar em complicações severas, como a síndrome hemorrágica com insuficiência renal.
Fonte: D24AM