Países da OTCA discutem gestão compartilhada da água na Bacia Amazônica
Delegações da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica se reuniram para discutir a interoperabilidade dos dados hídricos entre os países amazônicos, visando uma gestão integrada dos recursos hídricos.

Delegações dos Países-Membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) se reuniram no Observatório Regional Amazônico (ORA) para discutir a gestão compartilhada da água na Bacia Amazônica. O encontro, que ocorreu entre os dias 24 e 26 de agosto em Brasília, marcou um avanço significativo na interoperabilidade dos dados hidrométricos e de qualidade da água entre os oito países que compõem a organização.
A iniciativa conecta os sistemas nacionais da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela ao ORA, permitindo um intercâmbio de informações que reforça a gestão conjunta dos recursos hídricos. Para o Peru e o Equador, essa é a primeira experiência de interoperabilidade internacional de seus dados, o que pode trazer benefícios significativos para a monitorização da qualidade da água e do volume hídrico.
A mesa de trabalho foi promovida pelo Projeto Bacia Amazônica – Implementação do Programa de Ações Estratégicas (PAE), que é executado pela OTCA com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e financiamento do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF). Durante o encontro, a Autoridade Nacional da Água do Peru (ANA-Peru) deu início à interoperabilidade de suas bases de dados de qualidade da água com o ORA, melhorando a troca de informações entre os países.
A coordenadora do Projeto Bacia Amazônica, Maria Apostolova, destacou a importância desse avanço, classificando-o como inédito na história da OTCA e do ORA. O progresso na definição de produtos regionais, que serão construídos em conjunto pelos países, é um passo vital para a criação de uma visão integrada da Bacia Amazônica, levando em conta as especificidades de cada nação.
O coordenador de Meio Ambiente da OTCA, Carlos Salinas, enfatizou que a colaboração entre as instituições é fundamental para o sucesso dessa iniciativa. Ele afirmou que a interoperabilidade não apenas promove a troca de dados, mas também respeita a soberania de cada país, permitindo uma gestão regional mais eficiente dos recursos hídricos que atravessam as fronteiras nacionais.
Fonte: Portal Amazônia