Pânico em comunidades ribeirinhas do AM devido a fotos de piratas armados
Imagens de suspeitos de pirataria nos rios do Amazonas geram medo em moradores. Polícia investiga ações de grupos criminosos na região.

Em Manaus, fotos que circulam em grupos de redes sociais têm gerado um clima de apreensão entre as comunidades ribeirinhas do interior do Amazonas. As imagens mostram homens armados e estão sendo atribuídas a um grupo conhecido como piratas dos rios, que atua na calha do Médio Solimões, especialmente na área que vai da Foz do Japurá até Guariba, próxima ao município de Maraã.
Moradores da região relatam que o nível de armamento e a periculosidade do grupo causam medo, a ponto de a Polícia Militar temer confrontos durante a noite. A situação é crítica, especialmente após um ataque a um ferryboat que ocorreu na última quinta-feira (10), nas proximidades de Alvarães, a 531 quilômetros a oeste de Manaus.
Entre os indivíduos que aparecem nas imagens divulgadas, dois foram identificados: Eliabe Queiroz Pereira, conhecido como Branco, e Antônio Filho Neto da Silva, apelidado de Cacique. De acordo com denúncias, Branco é natural da Comunidade do Paracuuba e Moura, localizada no Rio Copeá, e estaria envolvido em um recente roubo a embarcações, agindo em conluio com seu irmão e cunhado.
O histórico desses suspeitos sugere laços com lideranças criminosas da região de Coari, que fica a 363 quilômetros a oeste de Manaus. O grupo estaria sob ordens de indivíduos conhecidos como Walcelino Telles LN, Tiago TG e Vitão, com os irmãos também associados a Bruno Playboy, que é conhecido por realizar incursões nos rios com eles.
Entre os registros, destaca-se a presença de Erick Peruano, um indivíduo com antecedentes criminais que já cumpriu pena em Coari e está ligado à mesma estrutura criminosa. Outro suspeito, apenas identificado como Tom, está sendo acusado por ribeirinhos de intimidar e ameaçar famílias locais. As informações que circulam na internet devem ser investigadas pelas autoridades policiais para confirmar as identidades e planejar medidas de segurança na área hidroviária.
Fonte: D24AM