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Papa Leão XIV pede regulação da IA e critica seu uso em guerras

Em uma nova encíclica, o papa Leão XIV defendeu a regulação da inteligência artificial, alertando para seus impactos e uso bélico, e pediu aos desenvolvedores a priorização do bem comum.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraPapa, Inteligência Artificial, Regulação
Papa Leão XIV pede regulação da IA e critica seu uso em guerras
Foto: Papa Leão XIV também criticou a concentração de poder e dados nas mãos de poucas empresas privadas (Foto: Vatican Media)

SÃO PAULO – O papa Leão XIV se manifestou nesta segunda-feira (15) a favor da criação de uma regulação robusta para a inteligência artificial (IA), enfatizando a necessidade de que os desenvolvedores priorizem o bem da sociedade em vez de focar apenas no lucro. Essa declaração foi feita durante o lançamento da encíclica intitulada Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade), que era aguardada desde que o pontífice identificou a IA como o maior desafio enfrentado pela humanidade atualmente.

No texto da encíclica, Leão XIV expressou preocupações sobre a cultura de poder que tem impulsionado a corrida tecnológica, especialmente em relação ao desenvolvimento de sistemas de guerra remota cada vez mais sofisticados. O papa afirmou que é inaceitável delegar a sistemas de IA decisões que são irreversíveis e potencialmente letais, uma crítica que se opõe à postura do governo de Donald Trump, que tem defendido a desregulamentação do setor nos Estados Unidos.

Além disso, o papa levantou preocupações sobre a concentração de poder e dados nas mãos de um pequeno número de empresas privadas, classificando isso como um risco significativo, especialmente para crianças e grupos vulneráveis. Ele destacou que não é suficiente apenas discutir a ética de forma abstrata, sendo necessário estabelecer marcos legais sólidos, uma supervisão independente e uma ação política efetiva para garantir uma IA mais moral.

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Leão XIV fez um apelo para que líderes políticos e desenvolvedores desacelerem o avanço da tecnologia, refletindo sobre seus impactos e defendendo decisões que sejam guiadas por princípios éticos e espirituais que beneficiem a humanidade. O papa enfatizou que uma IA mais moral não é suficiente se essa moralidade for definida apenas por um pequeno grupo de indivíduos.

Na mesma ocasião, o papa Leão XIV também pediu desculpas pelo papel da Santa Sé na legitimação da escravidão, reconhecendo que o Vaticano falhou em condená-la durante séculos. Essa declaração é um reconhecimento histórico, pois apesar de outros pontífices já terem se desculpado pelo envolvimento de cristãos no tráfico de escravos, nenhum havia abordado publicamente o apoio que papas anteriores deram à escravização de infiéis por soberanos europeus.

Fonte: Amazonas Atual

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