Paralisação de motoristas afeta trabalhadores no Distrito Industrial de Manaus
Motoristas de transporte especial interrompem atividades, deixando muitos trabalhadores a pé. Eles reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho.

MANAUS – Na manhã desta quinta-feira, 20 de outubro, motoristas que fazem o transporte de trabalhadores para as fábricas do Distrito Industrial de Manaus decidiram paralisar suas atividades. Essa interrupção ocorreu na zona leste da capital e afetou diretamente muitos funcionários, que foram obrigados a caminhar para chegar ao trabalho.
Os motoristas, que operam micro-ônibus conhecidos como transporte especial, estão insatisfeitos com a proposta de aumento salarial de 5% apresentada pelos patrões. Eles reivindicam um reajuste de 7%, além de um aumento de 100% no valor do vale-alimentação e o pagamento de horas extras, além de pedirem a redução da jornada de trabalho.
A paralisação gerou um congestionamento significativo nas principais vias de acesso ao Distrito Industrial, como a Avenida Autaz Mirim, que é conhecida como Grande Circular. A situação também impactou o tráfego nas avenidas Tefé e Silves, na zona sul, e na rotatória da Suframa, dificultando o deslocamento de veículos na área.
O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Especial de Manaus (Sindespecial) está por trás das reivindicações, que incluem a diminuição da jornada de trabalho para que os motoristas não precisem atuar em três turnos, mas em apenas um. A mobilização conta com 12 pontos de concentração, abrangendo locais como a Ponte Rio Negro e a Avenida Torquato Tapajós, na zona norte.
A paralisação começou por volta das 3h48 e, conforme informado pelos trabalhadores, não há previsão para término. O bloqueio na Avenida Rodrigo Octávio afetou o acesso à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), levando a reitoria a suspender as atividades presenciais e a adotar o regime remoto para professores, estudantes e pessoal administrativo.
Fonte: Amazonas Atual