Pena de Ronnie Lessa por assassinato de Marielle Franco chega a 81 anos
A Justiça do Rio de Janeiro aumentou a pena de Ronnie Lessa para 81 anos e 10 meses pela morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. Élcio Queiroz também teve sua pena ampliada.

RIO DE JANEIRO – A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu aumentar a pena dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, responsáveis pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves. A informação foi confirmada pelo Estadão, que busca contato com a defesa dos réus.
Com a nova decisão, a pena de Ronnie Lessa foi elevada de 78 anos e 9 meses para 81 anos e 10 meses de reclusão. Já a pena de Élcio Queiroz aumentou de 59 anos e 8 meses para 76 anos e 6 meses. Ambos estão presos desde março de 2019 e foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado, um homicídio tentado e pela receptação do veículo Cobalt utilizado durante os crimes, ocorridos em 14 de março de 2018.
A decisão da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) foi baseada em um recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) argumentou que a sentença anterior não levou em conta a repercussão internacional do crime e o modo como os homicídios foram executados, com vários disparos em uma área de grande circulação.
A Justiça destacou que o aumento da pena se justifica por circunstâncias desfavoráveis, como a culpabilidade dos réus e as consequências dos crimes. Além disso, o MPRJ ressaltou que a sentença não considerou a fração mínima de redução pelo reconhecimento da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, uma das vítimas do ataque.
O parecer do Gaeco também enfatizou que os assassinos utilizaram um veículo clonado para cometer os crimes e que toda a ação foi meticulosamente planejada. A decisão da Justiça enfatiza que a execução de um parlamentar representa um ataque direto às instituições, especialmente considerando a complexidade do caso, que envolve outros parlamentares e o contexto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
Fonte: Amazonas Atual