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Percevejo raro é encontrado na Amazônia e é o 1º do gênero na América do Sul

Cientistas da Unesp descobriram um novo percevejo na Amazônia, sendo o primeiro registro do gênero Bagriella na América do Sul, evidenciando a riqueza da biodiversidade local.

Ana Beatriz Souza2 min de leiturabiodiversidade, Amazônia, descoberta
Percevejo raro é encontrado na Amazônia e é o 1º do gênero na América do Sul
Foto: Diferenças nas pernas e nas asas ajudaram pesquisadores a confirmar a descoberta da nova espécie encontrada na Amazônia brasileira. Fotos: Jader de Oliveira/Acervo pessoal

Uma expedição realizada por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) resultou na descoberta do primeiro registro do gênero de percevejo Bagriella na América do Sul. Essa descoberta destaca o quanto a biodiversidade da Amazônia ainda é pouco conhecida e merece atenção.

O inseto encontrado pertence à família dos barbeiros, chamada Reduviidae. Com um único exemplar conhecido que estava esquecido por mais de 100 anos, o Bagriella foi coletado na América Central em 1923 e depositado no Museu Nacional de História Natural, em Washington, EUA. A redescoberta se deu graças ao esforço de cientistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp, em Araraquara.

A nova espécie, batizada de Bagriella meneguettii, representa um importante avanço na taxonomia dos percevejos predadores. Jader de Oliveira, pós-doutorando da FCF e co-autor do estudo, destacou que a identificação desse inseto é um marco, já que ele ficou 103 anos esperando por reconhecimento científico.

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O achado foi registrado em abril de 2026 no Journal of the International Heteropterists’ Society (JHIS) e faz parte da iniciativa Amazonia+10, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os pesquisadores inicialmente buscavam entender a presença e o comportamento dos triatomíneos, conhecidos como barbeiros, vetores da doença de Chagas, em áreas do Acre e Rondônia.

Durante a expedição, os cientistas instalaram armadilhas luminosas que capturaram mais de dez mil insetos de diversas espécies. Jader relatou que, dentre eles, uma amostra chamou sua atenção, levando à suspeita de que poderia se tratar de um Bagriella. A confirmação da nova espécie se deu com a colaboração de Hélcio Reinaldo Gil Santana, um dos poucos especialistas no Brasil sobre a família Reduviidae.

Fonte: Portal Amazônia

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