Peste Pneumônica: Morte de Pesquisadora Gera Alerta Global
A morte de uma pesquisadora russa levanta preocupações sobre a peste pneumônica. A OMS e o CDC dos EUA estão monitorando a situação.

Uma pesquisadora de 28 anos, que atuava em um laboratório na Rússia focado em estudos sobre a peste e outros patógenos perigosos, faleceu devido a uma pneumonia cuja causa ainda não foi esclarecida. Este ocorrido gerou uma onda de preocupação internacional, levando o Departamento de Estado dos EUA e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) a monitorar de perto a situação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou, nesta segunda-feira, 5 de setembro, que está em contato com as autoridades russas para entender quais testes estão sendo realizados em relação ao caso. O incidente aconteceu no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, localizado na Sibéria, onde outras pessoas já foram colocadas em quarentena.
O órgão russo responsável pela vigilância de doenças infecciosas, Rospotrebnadzor, tentou minimizar a conexão entre a morte da pesquisadora e suas atividades laborais. Um porta-voz da OMS afirmou que, com base nas informações disponíveis, o risco à saúde pública em geral parece ser baixo, embora essa avaliação possa mudar à medida que novas informações surjam.
A suspeita recai sobre a peste pneumônica, a forma mais perigosa e rara da peste, provocada pela bactéria Yersinia pestis, que ataca diretamente os pulmões. Diferentemente da peste bubônica, que normalmente resulta de picadas de pulgas infectadas, e da peste septicêmica, que afeta o sangue, a forma pneumônica é a única que se transmite entre pessoas por meio de gotículas respiratórias, ao tossir ou espirrar.
Esta doença pode evoluir rapidamente, com sintomas que podem aparecer em até 24 horas e incluem febre alta, calafrios, dores no corpo, tontura e falta de ar. Sem tratamento, a peste pneumônica é quase sempre fatal, mas, quando diagnosticada nas primeiras 24 horas e tratada com antibióticos apropriados, a taxa de sobrevivência aumenta significativamente. A OMS recomenda vacinação apenas para profissionais que trabalham em laboratórios, e não para a população em geral. Apesar de sua história como a Peste Negra do século 14, que ceifou mais de 50 milhões de vidas na Europa, a peste ainda persiste, com a maioria dos casos ocorrendo na África desde os anos 1990, embora existam registros em quase todos os continentes.
Fonte: D24AM