PF Investiga Adail Pinheiro, Prefeito de Coari, por Suspeitas de Corrupção
A Polícia Federal deflagrou a Operação Dinastia do Lago, que investiga corrupção na gestão de Adail Pinheiro, prefeito de Coari, e seu filho, Adail Filho.

Manaus - A Operação Dinastia do Lago, realizada nesta quarta-feira (16) pela Polícia Federal, trouxe à tona novas investigações sobre a gestão do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, envolvendo suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos. A operação investiga a possível atuação de uma organização criminosa que teria se beneficiado de fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro dentro da administração municipal.
De acordo com informações da TV Globo, a operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), resultando no afastamento de vários servidores da Prefeitura de Coari, incluindo o próprio Adail Pinheiro e seus secretários municipais. A ação também visou o deputado federal Adail Filho, filho do prefeito, que foi um dos principais alvos da investigação, com mandados de busca sendo cumpridos no Amazonas.
Adail Pinheiro, que é membro do partido Republicanos, tem uma relação política estreita com o senador Omar Aziz, do PSD. Recentemente, em março de 2025, durante um evento de entrega de escolas revitalizadas em Coari, o prefeito expressou seu apoio à candidatura de Aziz ao governo do Amazonas nas eleições de 2026, destacando a importância do senador em sua própria eleição.
O apoio de Adail a Omar Aziz não é algo novo, já que durante a campanha municipal de 2024, o prefeito havia mencionado a assistência do senador para retomar o comando da Prefeitura. Aziz, por sua vez, sempre elogiou o trabalho de Adail e seu filho, reforçando a proximidade entre os dois políticos, especialmente em eventos públicos.
É importante ressaltar que, embora a Operação Dinastia do Lago esteja focada na gestão de Adail Pinheiro, não há indícios de que Omar Aziz esteja entre os investigados. Esta operação ocorre meses após outra investigação que resultou na prisão de empresários com R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, que possuíam conexões com a administração de Coari e levantou novas suspeitas sobre contratos públicos e emendas parlamentares que podem envolver lavagem de dinheiro.
Fonte: D24AM