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PF investiga Ciro Nogueira por corrupção e pagamentos suspeitos

Ciro Nogueira é alvo de mandado da PF após apurações sobre emenda que beneficiaria banco. Relatório indica pagamentos mensais de R$ 300 mil em troca de favorecimento.

Marina Ribeiro2 min de leituraCiro Nogueira, corrupção, Polícia Federal
PF investiga Ciro Nogueira por corrupção e pagamentos suspeitos
Foto: (Foto:Reprodução/ Agência Senado – Arquivo)

Na quinta-feira, 7 de dezembro de 2023, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, emitiu um mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, do Progressistas do Piauí. A ação faz parte de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) que indicam irregularidades na atuação do parlamentar.

As investigações revelaram que Ciro Nogueira teria tentado aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, beneficiando diretamente o Banco Master. O relatório da PF sugere que o senador recebeu vantagens financeiras do ex-proprietário do banco, com um pagamento mensal que chegava a R$ 300 mil.

A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, que propunha essa elevação do limite do fundo, foi elaborada pela assessoria do Banco Master e apresentada integralmente por Nogueira ao Senado. Atualmente, a emenda está em tramitação nas comissões do Congresso, levantando preocupações sobre sua legitimidade e os interesses envolvidos.

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Interlocutores do Banco Master afirmaram que a aprovação da emenda poderia “sextuplicar” os negócios da instituição, gerando um impacto significativo no mercado financeiro. As investigações indicam que o caso não se limita a uma única ocorrência, com evidências de que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, retirou documentos da residência do senador para revisão antes de serem enviados a um servidor.

Além disso, mensagens trocadas entre membros da família Vorcaro mostram a movimentação de recursos entre a empresa BRGD S.A. e a CNLF Empreendimentos, vinculada a Ciro Nogueira. Essas trocas de informações indicam um possível aumento nas mensalidades de repasse, que poderiam variar de R$ 300 mil a R$ 500 mil, conforme as necessidades financeiras do senador. As investigações continuam sob sigilo, com a Procuradoria-Geral da República supervisionando o caso.

Fonte: D24AM

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