PF Investiga David Almeida por Suspeita de Compra de Votos em 2024
A Polícia Federal intensifica a investigação sobre um suposto esquema de compra de votos envolvendo David Almeida, ex-prefeito de Manaus, em sua campanha de reeleição.

A Polícia Federal (PF) está aprofundando as investigações sobre um alegado esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 e solicitou à Justiça Eleitoral que o ex-prefeito de Manaus, David Almeida, seja convocado para prestar depoimento. O objetivo é determinar se Almeida tinha conhecimento ou se esteve envolvido nas práticas investigadas, que, conforme a PF, envolveram a mobilização de líderes religiosos para apoiar sua campanha à reeleição.
Esse pedido da PF surge após meses de apurações que resultaram em prisões em flagrante, apreensões de dinheiro, celulares, listas de presença e análises que revelaram conversas entre os investigados. Embora a PF não tenha encontrado provas diretas de que Almeida autorizou pagamentos ou participou das reuniões, considera essencial ouvi-lo, dada a quantidade de indícios coletados até o momento.
Um dos principais alvos da investigação é Gabriel Alexandre da Silva Lima, genro de David Almeida, que é descrito pela PF como um intermediário frequente em comunicações com pastores e líderes religiosos. Os investigadores buscam entender qual era o papel de Gabriel na campanha de 2024 e se suas ações eram conhecidas pelo então prefeito, além de determinar a extensão de sua autonomia nas decisões da campanha.
A investigação começou na véspera do segundo turno das eleições, após uma denúncia que indicava que pastores estariam reunidos em um imóvel no bairro Monte das Oliveiras, na zona Norte de Manaus. Durante a operação, a PF encontrou uma mochila e uma sacola com numerosos envelopes destinados a eleitores, contendo R$ 200 cada, além de depoimentos que sugerem que o grupo recebeu R$ 38 mil para distribuir na manhã da votação.
Na operação, foram apreendidos mais de R$ 21 mil em dinheiro e quatro celulares. Dois líderes da Igreja Pentecostal Unida do Brasil foram presos em flagrante, acusados de compra de votos em favor de David Almeida, mas foram liberados após pagar fiança de R$ 15 mil. Apesar de não haver provas concretas da participação de Almeida, a PF considera seu depoimento como fundamental para esclarecer a hierarquia da estrutura investigada, o que pode levar a implicações significativas na Justiça Eleitoral e na esfera criminal.
Fonte: D24AM