PF investiga ex-secretário do STJ por vazamentos a advogado de Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal realiza operação contra Humberto Pradera, ex-secretário de TI do STJ, por suspeita de vazamentos de informações. A ação visa apurar ligações com o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro.

Na manhã desta segunda-feira, dia 19 de setembro, a Polícia Federal (PF) deu início a uma operação de busca e apreensão que tem como alvo o ex-secretário de tecnologia do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Fontoura Pradera. Pradera foi exonerado na semana passada e agora é investigado por supostos vazamentos de informações sobre processos da Corte.
A ação judicial foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e representa um passo significativo na investigação que envolve o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso, que foi revelado pelo jornal Estadão no último domingo, 18 de setembro, levanta questões sobre a possível lavagem de dinheiro associada a Flávio Bolsonaro.
Embora a operação desta segunda-feira não inclua mandados relacionados diretamente a Flávio Bolsonaro, ela se baseia em um relatório que aponta vínculos entre ele e Willer Tomaz. A PF descobriu que Pradera estava em comunicação com Willer, antecipando o teor de votos e decisões que ainda não haviam sido publicadas.
Um dos diálogos citados no relatório revela que Humberto Pradera enviou a Willer Tomaz uma imagem de um documento jurídico de 17 páginas, que continha uma conclusão sobre o não conhecimento de recursos especiais. A PF observou que a imagem parecia ter sido tirada em um ambiente de trabalho, dado o conteúdo do documento e a presença de um carimbo sobre a mesa.
Além de compartilhar a imagem, Pradera também explicou a Willer o conteúdo da decisão que ainda não tinha sido assinada por um ministro. O relatório da PF destaca que este episódio representa o compartilhamento de informações processuais, juntamente com explicações sobre as possíveis consequências dessas decisões, evidenciando a gravidade das acusações.
Fonte: Amazonas Atual