PF realiza operação contra crimes ambientais e trabalho escravo no Amazonas
Nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal lançou a Operação Correntes do Capital em Manicoré, visando prender membros de um grupo criminoso envolvido em desmatamento e exploração laboral.

MANAUS – A Polícia Federal iniciou, nesta quinta-feira (27), a Operação Correntes do Capital, com o intuito de cumprir ordens judiciais que são resultado de investigações sobre um grupo criminoso. Este grupo é suspeito de realizar desmatamento ilegal em grande escala, além de ocupar terras públicas de forma irregular e explorar trabalhadores em condições análogas à escravidão no município de Manicoré, no Amazonas.
As investigações tiveram início após uma ação de fiscalização que culminou no resgate de 50 trabalhadores que estavam submetidos a situações degradantes em áreas de desmatamento. De acordo com os dados apurados, a área em questão estaria localizada em terras públicas, e os danos ambientais decorrentes dessas atividades são estimados em mais de R$ 179 milhões.
Por determinação da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Amazonas, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas para o bloqueio de bens e valores dos envolvidos. Essas ações visam coibir a continuidade das práticas ilegais e proteger o meio ambiente.
Os indivíduos investigados poderão ser responsabilizados por uma série de crimes, que incluem organização criminosa, redução à condição análoga à de escravo, desmatamento ilegal, invasão de terras públicas, falsidade ideológica e corrupção. As investigações ainda estão em andamento, e a PF busca aprofundar a apuração sobre a extensão das atividades ilícitas no local.
A operação ressalta a importância do combate a crimes ambientais e à exploração do trabalho no Amazonas, áreas que têm recebido atenção crescente das autoridades. Com ações como essa, espera-se não apenas a punição dos responsáveis, mas também a conscientização sobre os impactos negativos de tais práticas para a sociedade e o meio ambiente.
Fonte: Amazonas Atual