Píer Flutuante em Itacoatiara Visa Evitar Crise de Abastecimento no Amazonas
Com o avanço da vazante, um píer flutuante foi enviado para Itacoatiara, buscando evitar colapso no abastecimento no Amazonas.

Manaus - Em resposta ao avanço do período de vazante nos rios do Amazonas, o Grupo Chibatão enviou, nesta quinta-feira (17), a estrutura de um píer flutuante provisório para o município de Itacoatiara, que fica a 176 quilômetros a leste de Manaus. Essa iniciativa é uma tentativa de proteger a economia do estado de um novo gargalo logístico, seguindo a estratégia que foi utilizada durante a crise histórica do ano passado.
A plataforma, que possui 277,5 metros de extensão, funcionará como um braço do Porto em uma área onde a navegação de grandes embarcações pode ser mantida por mais tempo durante a redução do nível das águas. Aproximadamente 110 trabalhadores estarão envolvidos na operação em Itacoatiara, garantindo que as atividades possam ser realizadas sem interrupções.
O objetivo principal dessa plataforma é permitir que navios de carga consigam descarregar em Itacoatiara antes que os bancos de areia impeçam o acesso à capital, Manaus. Com isso, espera-se assegurar o fluxo de insumos essenciais para a Zona Franca e produtos destinados ao comércio local, evitando assim desabastecimento.
Recentemente, dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), divulgados na quarta-feira (16), indicaram que a vazante está ocorrendo conforme o esperado para esta época do ano na maior parte da bacia. Entretanto, a situação ainda requer monitoramento cuidadoso. Na capital, o nível do Rio Negro chegou a 21,44 metros, apresentando uma descida constante, conforme registrado pela régua do Porto de Manaus.
De acordo com o 36º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, o cenário de vazante é observado também em outros rios. Em Tabatinga, por exemplo, o nível do rio Solimões caiu 26 centímetros, atingindo 3,26 metros. As reduções nos níveis dos rios são preocupantes, especialmente considerando que em 2024 o Amazonas enfrentou um colapso inédito, quando o Rio Negro alcançou a marca de 12,11 metros, a mais baixa em mais de 120 anos, causando isolamento de comunidades e mudanças significativas na geografia local. Além disso, mudanças nas regras do setor aquaviário foram implementadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que agora exige que armadores comprovem tecnicamente qualquer custo extra antes de repassar taxas aos clientes.
Fonte: D24AM