PM aposentado é encontrado morto em cisterna; filho é o principal suspeito
A Polícia Civil revelou detalhes chocantes sobre a morte de um PM aposentado, que estava desaparecido desde 2019. O crime foi cometido pelo filho da vítima, que buscava roubar armas.

Manaus - A Polícia Civil do Amazonas trouxe à tona informações alarmantes sobre a morte de um policial militar aposentado, que tinha 60 anos e estava desaparecido desde 2019. A descoberta da ossada da vítima ocorreu no final da tarde deste sábado (16), no bairro Nova Esperança, situado na zona oeste de Manaus. As autoridades confirmaram que o crime foi premeditado e cometido pelo próprio filho da vítima.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o filho assassinou seu pai com o objetivo de roubar duas armas de fogo. A intenção era vendê-las para o tráfico de armas e usar o dinheiro obtido na compra de drogas. O subcomandante geral da PM, coronel Thiago Balbi, relatou que o sargento aposentado desapareceu sete anos atrás após tentar ajudar seu filho, que na época se encontrava em situação de rua.
Segundo o coronel, a vítima teria procurado o filho para levar mantimentos. Durante essa visita, o sargento foi brutalmente assassinado. O titular da DEHS, delegado Ricardo Cunha, fez declarações impactantes sobre a forma como os restos mortais foram ocultados. Ele informou que a vítima foi enterrada de cabeça para baixo, dentro de uma cisterna, e enrolada em uma rede, sendo tratada de forma desumana.
O caso, inicialmente investigado como desaparecimento, ganhou novos contornos após informações obtidas pela madrasta do suspeito, que levaram a polícia a reabrir a investigação sob a suspeita de homicídio. O corpo foi encontrado no fundo de uma cisterna abandonada, no quintal de uma casa que pertencia à família na época, agora em estado de abandono. A quantidade de entulho e o tempo decorrido tornaram a localização do corpo um desafio, levando o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) a utilizar equipamentos especializados para a escavação.
Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para que a identidade do militar fosse oficialmente confirmada por meio de perícia técnica. O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Guilherme Torres, expressou sua tristeza em relação a essa tragédia familiar e informou que as punições já começaram a ser aplicadas. O filho da vítima teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pelo Poder Judiciário e irá responder pelos crimes de ocultação de cadáver e homicídio qualificado. A DEHS segue investigando para identificar possíveis cúmplices no crime e na ocultação do corpo ao longo desses anos.
Fonte: D24AM