Policiais militares presos por envolvimento em agiotagem no Amazonas
Dois policiais militares foram detidos durante uma operação que desmantelou uma quadrilha de agiotagem em Manaus, movimentando milhões em dívidas violentas.

Nesta quarta-feira, 20 de setembro, dois policiais militares do Amazonas foram detidos durante uma operação significativa realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Os nomes dos policiais não foram revelados, mas o delegado Fernando Bezerra confirmou que eles desempenhavam papéis cruciais no núcleo financeiro de uma organização criminosa que atua com agiotagem violenta e lavagem de dinheiro.
A operação, conforme explicou Bruno Fraga, da Delegacia Geral (DG), teve como alvo duas facções criminosas na capital e resultou no cumprimento de 20 dos 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca domiciliar. Além das prisões, a força-tarefa, composta pela Polícia Civil, Polícia Militar e a Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop), confiscou 42 veículos e sete imóveis, além de bloquear contas bancárias e suspender sete empresas de fachada.
O delegado Fernando Bezerra, do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), detalhou que as duas organizações criminosas são responsáveis por uma série de crimes, incluindo agiotagem, extorsões, homicídios, um aborto e lavagem de dinheiro. Ele destacou a complexidade da cadeia criminosa, que envolve desde as lideranças até os cobradores e os que fornecem insumos. “Não se trata de simples empréstimos; temos casos de dívidas que começam em R$ 150 e evoluem para R$ 45 mil”, afirmou o delegado.
As investigações revelaram que uma das facções movimentou mais de R$ 24 milhões em empréstimos a juros abusivos. Clientes que atrasavam os pagamentos enfrentavam cobranças violentas, incluindo tortura, sequestro e até assassinatos. O impacto do esquema se estende além das fronteiras do Amazonas, alcançando estados como Roraima, Paraíba e Santa Catarina.
Todos os detidos foram levados para a sede da Delegacia-Geral, localizada no bairro Dom Pedro, onde a polícia aguarda a quebra do sigilo bancário para avaliar os lucros do segundo grupo criminoso envolvido. A operação marca um passo significativo no combate à agiotagem e à violência relacionada no estado.
Fonte: D24AM