Povo Puyanawa Comemora 26 Anos de Demarcação de seu Território
No dia 17 de maio, o povo Puyanawa celebrou a demarcação de suas terras, relembrando sua luta e valorizando sua cultura e tradições.

No dia 17 de maio, o Centro Cultural Baytewawa, localizado na Aldeia Puyanawa em Mâncio Lima, no Acre, foi palco de uma celebração significativa, marcando os 26 anos da demarcação da Terra Indígena Puyanawa. O evento contou com a presença de visitantes de toda a região do Vale do Juruá, que se reuniram para relembrar a luta pela demarcação das terras, que se concretizou em 2000 pelo governo federal.
A abertura da celebração destacou as antigas lideranças da etnia Puyanawa, que enfrentaram diversas adversidades para conseguir o reconhecimento de seus direitos sobre o território ancestral. O ex-cacique Mário Puyanawa, falecido em 2021, foi amplamente homenageado por seu papel crucial na luta pela criação da Terra Indígena Puyanawa.
Durante o evento, foram realizadas danças e cantos tradicionais, que evocaram a espiritualidade do povo Puyanawa, pedindo proteção e prosperidade, tudo isso na língua nativa da etnia. Essa retomada das práticas ancestrais é uma demonstração da valorização dos costumes e saberes indígenas, fortalecida pela liberdade conquistada com a demarcação territorial.
O atual cacique, Joel Puyanawa, filho de Mário, enfatizou a importância deste marco histórico para seu povo. “Essa é a data histórica mais importante para nós. Celebramos o passado, o presente e o futuro”, declarou Joel, ressaltando a importância das tradições na formação da identidade dos jovens da etnia.
José Lima, um dos mateiros que participaram da demarcação, compartilhou suas lembranças sobre a luta por seus direitos. Hoje com 82 anos, ele recorda que antes da demarcação a vida era cheia de dificuldades, onde trabalhavam sem direitos. “Após a demarcação, conquistamos a liberdade para trabalhar no que é nosso”, afirmou. A professora Valéria Xinã Yruya também destacou a importância do ensino da história do povo Puyanawa nas escolas, reforçando a identidade cultural e os ensinamentos dos antepassados.
Fonte: Portal Amazônia