Presidente do Flamengo critica restrições às apostas: 'Como vou pagar o Paquetá?'
Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, expressou preocupações sobre as restrições às apostas e seu impacto financeiro no clube. Torcedores reagem negativamente nas redes sociais.

Durante uma entrevista no programa Mengo Cast, veiculado pela Flamengo TV, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, manifestou suas críticas à recente Medida Provisória que limita a atuação das casas de apostas que não possuem licença ou regulamentação específica no Brasil.
As declarações de Bap geraram reações negativas por parte dos torcedores do Flamengo nas redes sociais, onde muitos expressaram sua insatisfação com a postura do dirigente. Uma parte significativa da torcida argumentou que o clube deveria se preparar para as mudanças que serão impostas no setor de apostas e os possíveis efeitos que isso pode ter no futebol brasileiro.
Bap enfatizou que as restrições podem prejudicar as receitas futuras do Flamengo, comprometendo o planejamento financeiro do clube. Ele declarou: “A gente tem um respeito enorme pela reputação da gente e ficou muito claro no minuto zero de que uma série de compromissos futuros estão ameaçados. Como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro?”
Além disso, o presidente do Flamengo descartou a possibilidade de recorrer à linha de crédito de R$ 20 bilhões anunciada pelo governo federal, que seria disponibilizada por meio do BNDES para ajudar na reestruturação financeira dos clubes. Ele esclareceu que essa medida não resolve as necessidades do Flamengo, pois o problema não é uma dívida acumulada, mas a perda das receitas futuras devido às restrições.
Por fim, Bap afirmou: “Essa linha de crédito não tem serventia para o Flamengo porque o Flamengo não deve nada a ninguém. O problema não é o passado ou o estoque da dívida, mas o fluxo de receita futura que foi cortado pelas restrições às bets.” O clube continuará a monitorar os desdobramentos das ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e as discussões no Senado, mantendo o contrato de patrocínio com a Betano.
Fonte: D24AM