Primos são assassinados em posto de gasolina em Manaus e bilhete é pista
Thiago Coutinho, de 20 anos, e Luan Pinheiro, de 18, foram mortos a tiros em um posto de gasolina em Manaus. Um bilhete encontrado no local pode ajudar na investigação.

Manaus (AM) – Na madrugada desta quarta-feira, 7 de setembro, os primos Thiago Michelle Coutinho, de 20 anos, e Luan Victor Pinheiro, de 18 anos, foram brutalmente assassinados a tiros em um posto de combustíveis na Avenida do Turismo, na Zona Oeste de Manaus. O ataque ocorreu por volta das 2h30 e, segundo informações da polícia, o autor dos disparos fugiu do local após o crime.
Conforme relatos de testemunhas, o suspeito chegou ao posto sozinho, pilotando uma motocicleta de cor azul, e disparou cerca de dez vezes contra os jovens que estavam no local. Testemunhas afirmaram que os primos costumavam frequentar aquele posto e que o criminoso pode ter aguardado a chegada deles. Entretanto, essa informação ainda não foi confirmada pelas investigações em curso.
Ainda de acordo com os relatos, Luan foi o primeiro a ser atingido pelos disparos. Thiago, ao perceber o ataque, tentou escapar, mas também foi baleado. Infelizmente, ambos não resistiram aos ferimentos e foram encontrados sem vida pelas equipes da Polícia Militar que foram acionadas para o local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes.
A área do crime foi isolada para que o trabalho da perícia fosse realizado. Durante as investigações, um Volkswagen Golf branco, relacionado ao caso, foi recolhido para averiguação. Dentro do veículo, os peritos encontraram um bilhete digitado que menciona drogas, a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e a expressão “X9”. Esse bilhete é considerado uma potencial pista para entender a motivação do crime, embora não prove qualquer envolvimento das vítimas em atividades ilegais.
Uma das linhas de investigação sugere que Thiago poderia ser o alvo principal do ataque, mas essa hipótese ainda está sendo verificada pela Polícia Civil. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) é responsável pela investigação, que inclui a análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e outros vestígios encontrados no local e no veículo. Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso.
Fonte: Em Tempo