Prisão de João Munhoz Neto: Atualizações sobre o caso de Isabelle Caracristi
João Munhoz Neto foi preso por suspeita de envolvimento na morte da estudante Isabelle Caracristi, ocorrida em setembro. O caso segue em investigação sob segredo de Justiça.

A Polícia Civil do Ceará efetuou a prisão preventiva do bacharel em Direito João Munhoz Neto, de 34 anos, na terça-feira, 22 de outubro. Ele é investigado por sua suposta participação na morte da estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, que faleceu no dia 13 de setembro.
A prisão de João ocorreu no bairro Aldeota, em Fortaleza, e se baseou nos artigos 122 e 147 do Código Penal Brasileiro, que tratam de induzimento ao suicídio e ameaça, respectivamente. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) confirmou que todos os trâmites judiciais relacionados ao caso estão em segredo de Justiça.
A advogada de defesa de João, Lígia Peixe, expressou surpresa com a prisão, ressaltando que o acusado se apresentou voluntariamente à polícia, indicando onde estava e entregando seus aparelhos celulares. Ela também informou que João está emocionalmente fragilizado e sob medicação controlada no momento.
Em relação à vida pessoal de João, a defesa mencionou que ele é casado desde janeiro de 2025, mas que estava em um processo de divórcio amigável, tendo encerrado a relação conjugal cerca de 15 dias antes de iniciar o namoro com Isabelle. Segundo a advogada, João inicialmente ocultou o casamento por medo da reação da namorada, que acabou por descobrir a situação posteriormente.
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) confirmou que o laudo necroscópico indicou politraumatismo como a causa da morte de Isabelle, resultante de uma queda. Exames toxicológicos não mostraram a presença de substâncias no organismo da jovem, e laudos descartaram a possibilidade de gravidez. A Pefoce já entregou 10 laudos às autoridades, que incluem inspeções no local do incidente, e outros três relatórios estão sendo finalizados para complementar o inquérito policial.
Fonte: D24AM