Professor de Libras é denunciado por abuso sexual por alunos surdos em SP
Denúncias contra um professor de Libras em São Paulo revelam abusos sexuais cometidos ao longo de anos. Vítimas incluem um adolescente de 15 anos e outras pessoas da comunidade surda.

Uma série de denúncias de abuso sexual envolvendo um professor de Libras da Rede Municipal de Ensino de São Paulo veio à tona após o relato da mãe de um adolescente de 15 anos. Sandro dos Santos Pereira, que é visto como uma figura proeminente na comunidade surda, é acusado de ter utilizado sua posição de confiança para cometer atos de violência sexual contra alunos ao longo dos anos.
Cibelle Bucci, mãe de uma das vítimas, contou que os abusos contra seu filho começaram em 2022, quando o adolescente tinha apenas 12 anos. O primeiro incidente teria ocorrido dentro de uma sala de leitura na escola, e, com o tempo, o professor passou a convidar o menor para sua residência, o que gerou um ambiente de confiança que foi explorado.
A mãe relatou em entrevista ao portal Metrópoles: “Você confia, né? Porque é um professor, um conhecido, um líder da comunidade. Meu filho ficou sem reação, ele é muito inocente”. O jovem só conseguiu entender a gravidade da situação em março deste ano, após participar de uma palestra escolar sobre prevenção ao abuso sexual. Ao compartilhar sua experiência com um colega, descobriu que esse amigo também teria sido vítima do mesmo professor, descrevendo um padrão de comportamento similar.
Após a exposição do caso nas redes sociais, outras supostas vítimas decidiram quebrar o silêncio. Entre os relatos, destaca-se o de Charlotte Elvira Carvalho, que afirmou ter sofrido abusos do professor em 2016, quando tinha 15 anos, durante uma carona oferecida por ele. Atualmente, dezenas de mensagens semelhantes compõem um histórico de acusações contra Sandro.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) emitiu uma nota informando que tomou medidas imediatas ao tomar conhecimento das denúncias. O professor não faz mais parte do quadro de funcionários da Rede Municipal, e o estudante diretamente envolvido no caso inicial foi transferido para outra unidade de ensino. Uma investigação interna foi instaurada e a Diretoria Regional de Ensino está acompanhando o inquérito policial. Se você ou alguém que você conhece sofreu algum tipo de violência, disque 100 (Direitos Humanos) ou procure a Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP).
Fonte: D24AM