Prospera Amazônia investirá R$ 30 milhões em negócios sustentáveis no AM
O BNDES destinará até R$ 30 milhões para impulsionar negócios sustentáveis em nove municípios do Amazonas, dentro do edital Prospera Amazônia.

MANAUS – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um investimento de até R$ 30 milhões em iniciativas sustentáveis localizadas em nove municípios do Amazonas. Os recursos provêm do Fundo Amazônia e estão ligados ao edital Prospera Amazônia, que foi lançado na última quinta-feira, dia 2 de novembro, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
O edital totaliza R$ 230 milhões destinados a negócios comunitários voltados para a sociobioeconomia em todos os estados da Amazônia Legal. No estado do Amazonas, o foco será no Território da Sociobioeconomia (TSBio) do Alto Solimões, abrangendo os municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins.
O principal objetivo do edital é selecionar organizações que atuem nas áreas mencionadas, para que possam oferecer serviços contínuos a associações, cooperativas, coletivos e empreendimentos comunitários. Essas iniciativas trabalham com produtos e serviços oriundos da sociobiodiversidade, e o apoio incluirá assistência técnica, capacitação e acesso a crédito.
Com a colaboração entre o MMA e o BNDES, a intenção é transformar a produção sustentável na Amazônia em negócios mais estruturados, que gerem renda e acessem novos mercados, sem comprometer a conservação ambiental. O programa irá beneficiar negócios geridos por povos indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos e agricultores familiares, que já atuam de forma sustentável, mas enfrentam desafios como a falta de assistência e dificuldades de gestão.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o Fundo Amazônia está retomando suas operações em escala, e o Prospera Amazônia representa um avanço significativo. “A sociobioeconomia é uma agenda estratégica para o Brasil, pois combina combate ao desmatamento, inclusão produtiva e valorização da biodiversidade”, destaca Mercadante. A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, acrescenta que o fortalecimento de organizações locais é crucial para que os produtos da sociobiodiversidade possam ganhar escala e mercado, mantendo a conservação da floresta.
Fonte: Amazonas Atual