PT ameaça considerar Alcolumbre inimigo por demora na PEC da escala 61
Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, criticou Davi Alcolumbre pela paralisação da PEC da escala 61 e o considerará inimigo se não houver progresso até a próxima semana.

Em uma declaração feita nesta terça-feira (7), o líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), expressou a insatisfação do partido com a lentidão na tramitação da PEC da escala 61. Segundo Uczai, se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não encaminhar a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana, ele será tratado como inimigo da pauta e dos trabalhadores.
Uczai mencionou que, nesta semana, o partido dará uma trégua a Alcolumbre, esperando que ele tome uma atitude. No entanto, ele deixou claro que a paciência do PT tem limites e que, caso a situação não mude, a relação entre o partido e o presidente do Senado se tornará hostil. “Inimigo dos trabalhadores e da pauta”, afirmou o líder petista.
A PEC da escala 61, que já recebeu aprovação da Câmara, está parada no Senado há um mês, aguardando o despacho de Alcolumbre. Em resposta às críticas, o presidente do Senado declarou que não aceitará intimidações ou ameaças relacionadas à tramitação da proposta, enfatizando que a definição da pauta é uma prerrogativa da Presidência do Senado.
Alcolumbre, em nota à imprensa, ressaltou que ameaças e tentativas de constrangimento institucional não aceleram a tramitação das matérias e apenas afrontam a independência dos Poderes. O senador também mencionou que já discutiu o tema com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e representantes de centrais sindicais.
A PEC chegou ao Senado no final de maio e, até o momento, não há previsão de discussão apressada. Alcolumbre afirmou que, se necessário, mudanças poderão ser feitas no texto e que não pautará projetos que aumentem ou fixem pisos salariais devido aos impactos nas contas públicas. “Não tenho previsão de deliberação de nenhum desses pisos na pauta do Senado”, afirmou, referindo-se a propostas que visam estabelecer um piso salarial de R$ 3.036 para garis e margaridas, em meio a críticas sobre a disparidade de tratamento entre diferentes categorias profissionais.
Fonte: Amazonas Atual