Qualidade do ar piora em Manaus com concentração de partículas finas de até 118 µg/m³
Qualidade do ar em Manaus piora nesta quarta-feira (9) com concentração de partículas finas chegando a 118 µg/m³, segundo dados da UEA e Prefeitura.

A qualidade do ar em Manaus (AM) apresentou piora na manhã desta quarta-feira (9), pelo segundo dia consecutivo, com a concentração de partículas finas chegando a 118 µg/m³ em alguns pontos da cidade, segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Imagens feitas por drone mostram a cidade encoberta pela fumaça. No sensor instalado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a concentração de partículas atingiu 67,9 µg/m³, índice considerado ruim. A qualidade do ar é classificada como boa quando a concentração está entre 0 e 25 µg/m³.
Apesar da fumaça registrada na capital, Manaus está entre as cidades com menor número de focos de incêndio no Amazonas, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O pesquisador Rodrigo Augusto Ferreira de Souza, da UEA, atribui a fumaça na capital às queimadas na Região Metropolitana de Manaus.
A Prefeitura de Manaus informa que a fumaça também tem origem em áreas de queimadas ao sul do Amazonas, no norte de Mato Grosso e em Rondônia. O material particulado é transportado para a capital pela circulação dos ventos em baixos níveis da atmosfera, influenciada pelo avanço de uma frente fria pelo centro-sul do país, que alterou temporariamente o padrão dos ventos.
Na Zona Oeste de Manaus, o sensor do Tarumã registrou 30,1 µg/m³, índice moderado, enquanto na região central a concentração chegou a 53,9 µg/m³. Municípios da Região Metropolitana também apresentaram piora na qualidade do ar: Iranduba registrou 83 µg/m³, considerado muito ruim; Autazes 78,4 µg/m³; Manacapuru 46,1 µg/m³; e Manaquiri 39,9 µg/m³. A Defesa Civil orienta a população a reduzir a exposição prolongada à fumaça, evitar atividades físicas intensas ao ar livre nos períodos de maior concentração de partículas, manter-se hidratado e acompanhar as atualizações sobre a qualidade do ar. Em caso de risco, o telefone para contato é 199.
Fonte: Portal Amazônia