Quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável são criadas no Amazonas
O governo federal anunciou a criação de quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Sul do Amazonas, visando proteger a biodiversidade e apoiar comunidades locais.

No dia 8 de setembro, o governo federal oficializou a criação de quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) em uma ação que visa celebrar o Dia da Amazônia, comemorado em 5 de setembro. As novas reservas estão situadas na região de influência da BR-319, no Sul do estado do Amazonas, e abrangem uma área total de aproximadamente 669 mil hectares.
As quatro reservas são: a RDS Tupana Igapó-Açu I, localizada em Borba, com 114.076 hectares; a RDS Tupana Igapó-Açu II, que se estende por Beruri e Tapauá, com 422.100 hectares; a RDS Canaã, em Careiro e Autazes, com 109.607 hectares; e a RDS Mirari, situada em Humaitá, com 22.775 hectares. O principal objetivo dessas RDS é proteger a biodiversidade da região e preservar os modos de vida das populações agroextrativistas que habitam essas áreas.
As Reservas de Desenvolvimento Sustentável operam sob a coordenação do Sistema Florestal Brasileiro (SFB), estabelecido pela Lei nº 12.651/2012, que define as normativas para a proteção da vegetação nativa e o uso sustentável dos recursos naturais. Além disso, a legislação inclui o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF), que organizam e disseminam informações sobre os recursos florestais no Brasil.
Um dos principais desafios enfrentados na preservação da BR-319 e do bioma amazônico é a falta de políticas públicas que promovam a transformação da região em unidades produtivas sustentáveis. Atualmente, o Amazonas possui cerca de 97% de seu território preservado, e 54,73% do estado, que totaliza 1.559.146,876 km², é composto por áreas protegidas, incluindo 28 Unidades de Conservação.
As áreas de conservação no Amazonas, como o Parque Estadual Matupiri e a Reserva Extrativista Canutama, totalizam cerca de 2.793.121,30 hectares, demonstrando um esforço significativo em garantir a proteção ambiental. Entretanto, ações efetivas e sustentáveis são necessárias para superar os desafios de degradação e transformar a BR-319 em uma região economicamente ativa, evitando que as reservas se tornem ineficazes, como observado em outras partes do Brasil.
Fonte: Portal Amazônia