Queda do desmatamento marca o terceiro governo Lula
O terceiro mandato de Lula é o primeiro a registrar queda de desmatamento em todos os biomas. Dados do Prodes mostram índices históricos de redução na Amazônia e Cerrado.

Em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro governo a apresentar queda no desmatamento durante todos os quatro anos de gestão. Ela ressaltou que, entre 2019 e 2022, houve um retrocesso significativo nas ações de combate ao desmatamento.
Durante uma coletiva no Palácio do Planalto, Miriam afirmou que essa é a primeira vez em que se observa uma redução do desmatamento em todos os biomas monitorados desde que os dados começaram a ser coletados. Conforme o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), os índices de desmatamento na Amazônia e no Cerrado caíram para os menores níveis da série histórica nos últimos 12 meses.
Os dados, apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que os biomas Amazônia e Cerrado são responsáveis por 85% do desmatamento no Brasil. Segundo a ministra, essa conquista é um resultado positivo que demandou investimentos e esforços coordenados pelo presidente Lula.
Na Amazônia, o desmatamento alcançou 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, o menor valor desde o início da série histórica em 1988. O Cerrado também apresentou resultados animadores, com 5.517 km² desmatados, o que representa a menor taxa desde 2001.
O governo fez um balanço do combate ao desmatamento durante o mandato de Lula, revelando uma queda de 71,2% na Amazônia e 48,4% no Cerrado nos últimos quatro anos. Desde 2023, 3,25 milhões de hectares de vegetação deixaram de ser desmatados, resultando na redução de 1,16 GtCO2 em emissões. O Secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento, André Lima, destacou que essas ações representam a maior contribuição de um único país para a agenda climática contemporânea.
Fonte: Amazonas Atual