Queimadas no Pará e o Impacto da Fumaça em Manaus
Especialistas apontam que as queimadas no Pará podem estar contribuindo para a poluição do ar em Manaus, afetando a saúde da população.

As nuvens de fumaça que frequentemente encobrem Manaus têm gerado preocupação entre especialistas e autoridades. Existe a possibilidade de que essa poluição e o material particulado registrados na capital amazonense sejam transportados pelas correntes de vento que vêm das queimadas no oeste do Pará, piorando a qualidade do ar na região.
A situação no Pará é alarmante, com incêndios florestais avançando descontroladamente em diversas áreas. Isso mobilizou equipes de combate ao fogo e gerou apreensão entre os moradores, tanto de áreas rurais quanto urbanas. Nos últimos dias, as queimadas devastaram grandes áreas de vegetação, destruíram propriedades rurais e ameaçaram residências em municípios como Belterra e Juruti.
No trecho que abrange os municípios de Uruará e Placas, o Corpo de Bombeiros tem trabalhado intensamente há pelo menos três dias para conter as chamas e evitar danos ainda mais significativos. A continuidade dos focos de incêndio tem resultado em uma emissão crescente de fuligem e gases poluentes, o que gera impactos diretos na fauna, flora e na economia local.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a fumaça que afeta Manaus não se origina apenas de incêndios próximos à capital. O instituto revela que parte da poluição é proveniente de queimadas em municípios da margem direita do rio Amazonas, como Autazes, Careiro e Careiro da Várzea.
Além disso, os incêndios no estado do Pará, especialmente nas áreas de Santarém e Itaituba, também contribuem para a nuvem de poluição que se espalha pela Região Amazônica. Essa fumaça é levada pelas correntes de ar, podendo alcançar até mesmo o município de Parintins, evidenciando a gravidade da situação ambiental.
Fonte: D24AM