Ranking revela desempenho de qualidade de vida na Amazônia Legal
O Índice de Progresso Social 2026 avaliou 57 indicadores em 5.570 municípios, destacando desigualdades na qualidade de vida na Amazônia Legal.

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 foi divulgado na última quarta-feira (20), apresentando uma análise abrangente de 5.570 municípios brasileiros, com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Este relatório evidencia que a qualidade de vida em diversas regiões do Brasil ainda é marcada por desigualdades significativas.
Entre as capitais da Amazônia Legal, Porto Velho, no estado de Rondônia, obteve a menor pontuação no ranking, destacando-se negativamente. O IPS avalia a capacidade das sociedades em atender às necessidades humanas básicas, proporcionar qualidade de vida e ampliar oportunidades para todos, e é calculado em uma escala que varia de 0 a 100.
Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, enfatiza que o índice mede resultados concretos e não apenas o volume de investimentos. “Nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato, sendo entregues aos cidadãos”, afirmou. Apesar de algumas capitais apresentarem um desempenho relativamente bom, todas enfrentam sérios problemas, especialmente em relação à inclusão social, com altos índices de violência contra minorias e famílias em situação de rua.
No que se refere aos melhores desempenhos, apenas Palmas (TO) figura entre os 100 primeiros municípios, ocupando a 96ª posição. Em contraste, 79 dos 100 municípios com piores resultados estão nos estados da Amazônia Legal, que inclui Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Uiramutã (RR), que possui a maior proporção de indígenas do Brasil, encontra-se na última posição do ranking.
O IPS Brasil 2026 revelou uma pontuação média de 63,40 para o país, indicando uma leve evolução em relação ao ano anterior. Entre as dimensões do índice, as Necessidades Humanas Básicas obtiveram a melhor média, de 74,58, enquanto Oportunidades obteve o menor resultado, com 46,82. Os dados também ressaltam desafios específicos da região, como a baixa qualidade do meio ambiente, influenciada pelo desmatamento e emissões de gases de efeito estufa. No site do IPS Brasil, é possível acessar o perfil detalhado de cada município, permitindo que gestores e a sociedade entendam melhor as dinâmicas de desenvolvimento local.
Fonte: Portal Amazônia