Reflexões de Eduardo Taveira sobre seu legado na SEMA-AM
O ex-secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, publicou um relatório de despedida destacando conquistas e desafios enfrentados durante sua gestão.

Recentemente, o ex-secretário de Meio Ambiente do Amazonas (SEMA-AM), Eduardo Taveira, surpreendeu a todos ao compartilhar um relatório de despedida em suas redes sociais. Ele inicia seu texto expressando sua gratidão pelas experiências vividas ao longo de quase oito anos à frente da SEMA-AM, afirmando: "Hoje encerro um ciclo à frente da SEMA-AM. E que aventura!"
No documento, Taveira reflete sobre os desafios enfrentados, como as cheias e secas históricas, incêndios florestais e a necessidade de apoio às comunidades ribeirinhas. Ele menciona que pertence à primeira geração de gestores públicos que lidaram diretamente com a crise climática global, ressaltando a importância do trabalho em equipe em tempos de adversidade.
Entre as conquistas que Taveira destaca, estão a valorização das pessoas e instituições através do fortalecimento do Sistema Estadual de Meio Ambiente, com a realização do primeiro concurso público da SEMA-AM e do IPAAM. Ele menciona que, em 2025, o Amazonas alcançou o menor índice de desmatamento dos últimos oito anos, zerando a degradação em quase 80% das Unidades de Conservação (UCs).
O ex-secretário também elenca iniciativas significativas, como a criação de um sistema de Serviços Ambientais e REDD+, tornando o Amazonas um pioneiro na assinatura de contratos de REDD+ em UCs Estaduais. Taveira enfatiza a operacionalização do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA), que possibilitou o destinação de milhões de reais para prefeituras e ONGs, visando a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
Por outro lado, o colunista Osíris M. Araújo da Silva questiona a efetividade dessas conquistas, pedindo uma análise mais aprofundada sobre os benefícios sociais, econômicos e ambientais que o povo amazonense realmente obteve durante a gestão de Taveira. Ele levanta questões sobre a falta de avanço na integração entre o PIM e a bioeconomia e critica o silêncio do governo sobre esses temas cruciais para a exploração sustentável dos recursos naturais da região.
Fonte: Portal Amazônia