Registros de fraudes financeiras aumentam 10% após novas regras do BC
No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 9 milhões de indícios de fraudes financeiras, um crescimento de 10,26% em relação ao semestre anterior.

O Brasil viu um aumento significativo nos indícios de fraudes financeiras, que cresceu 10,26% nos primeiros seis meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências. No semestre anterior, o número de registros era de 8,26 milhões, o que evidencia uma tendência preocupante no país.
Segundo um levantamento da Quod, uma datatech focada em inteligência de dados para o mercado de crédito, esse aumento é atribuído ao aprimoramento das ferramentas de detecção de fraudes, especialmente após a implementação da Resolução 501 do Banco Central (BC). Essa resolução facilitou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras, visando o combate a golpes.
Os dados apresentados pela Quod são baseados no Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma plataforma colaborativa que reúne informações sobre ocorrências de fraudes. O sistema é essencial para identificar padrões de atuação de criminosos, além de permitir o bloqueio preventivo de operações suspeitas, fortalecendo as estratégias de prevenção a fraudes no sistema financeiro.
Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod, destaca que o aumento nos registros não é apenas um indicativo de maior atividade criminosa, mas também reflete uma evolução nas capacidades de monitoramento do mercado financeiro. Ele afirma que as instituições financeiras, agora mais integradas, estão conseguindo identificar tentativas de golpe que antes não eram registradas.
As fraudes financeiras se concentram principalmente no ambiente digital, com os celulares usados em 78% dos casos. A engenharia social, uma técnica que manipula as vítimas, foi responsável por 40% dos registros, impactando especialmente jovens entre 18 e 34 anos. A Quod recomenda que os consumidores redobrem os cuidados nas transações financeiras, evitando decisões apressadas e não clicando em links suspeitos.
Fonte: D24AM