Relatórios indicam transparência e ausência de interferência no 1º turno das eleições
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, informou que observadores internacionais não identificaram interferência estrangeira no 1º turno das eleições.

BRASÍLIA – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que os relatórios de observadores internacionais apontaram transparência e normalidade no 1º turno das eleições.
Ele destacou que, durante o período observado, não foram constatados fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Segundo Nunes Marques, os observadores tiveram acesso às informações necessárias e puderam conhecer o sistema eleitoral brasileiro, que conta com a confiança de instituições da sociedade civil, órgãos governamentais e partidos políticos com os quais mantiveram reuniões.
O ministro acrescentou que, até o momento, os observadores não informaram ter identificado incidentes graves ou ocorrências relacionadas às urnas eletrônicas, identificação dos eleitores ou transporte. "Recebemos estes registros com satisfação e os entendemos também como uma demonstração da importância da observação eleitoral e do diálogo entre instituições democráticas", afirmou.
Nunes Marques também afirmou que houve uma redução expressiva do número de denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral e à possível supressão do voto em relação a 2022, conforme registros do Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral. "Em 2022, entre 1º de agosto e a véspera da votação, foram registradas 18.487 denúncias. No mesmo período de 2024, foram 2.604 denúncias. Isso representa uma redução de aproximadamente 86% no volume de registros", disse o ministro.
Ao fazer um balanço do 1º turno das eleições, Nunes Marques pontuou que, conforme dados compilados pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a ocorrência mais frequente nesta eleição foi, até o momento, de boca de urna. Ele também mencionou que o TSE permaneceu atento às condições climáticas, em articulação com os órgãos responsáveis, para acompanhar eventuais impactos sobre a votação, a apuração e a logística eleitoral.
Fonte: Amazonas Atual