Relembrando Ivan: A trajetória do homem que socava o próprio rosto
Ivan, figura marcante do Centro de Manaus, deixou uma memória impressionante entre os moradores. Ele faleceu de um infarto fulminante, mas sua história continua a ser contada.

Manaus é uma cidade rica em histórias e personagens inusitados, e um dos mais memoráveis foi Ivan, um morador em situação de rua que se tornou conhecido no Centro entre as décadas de 1990 e 2000. Ele passava seus dias sentado em um banco na Praça do Congresso, observando a movimentação da Avenida Eduardo Ribeiro, e sua presença era parte da paisagem urbana daquela época.
Infelizmente, Ivan faleceu em decorrência de um infarto fulminante na Avenida Getúlio Vargas, mas sua vida e trajetória continuam a gerar interesse e curiosidade. Ao longo dos anos, diferentes versões sobre sua identidade surgiram, e muitos o conheciam por nomes como Ivan Macedo ou Ivan Monteiro, embora uma antiga moradora, Aparecida, o chamasse de Antônio Gusmão.
Uma publicação recente de 2025 passou a identificá-lo como Ivan Brito de Macedo, acrescentando que ele teria sido professor de física e possuía conhecimentos em outros idiomas, além de História e Matemática. Essa nova perspectiva sobre sua vida traz à tona a complexidade de um homem que, apesar das dificuldades, tinha uma formação acadêmica respeitável.
Os relatos sobre Ivan revelam que ele sobrevivia com a ajuda de alimentos que encontrava ou recebia de pessoas que passavam pelo local. O que mais marcava a memória dos antigos moradores, no entanto, era seu comportamento peculiar de automutilação, onde ele desferia socos contra o próprio rosto, gerando um som que ecoava nas proximidades.
Além disso, na esquina das ruas Simão Bolívar e Ferreira Pena, Ivan tinha um ritual ainda mais impactante, onde corria em direção a um muro e batia seu corpo contra ele, um ato que deixava marcas visíveis na parede. Sua história foi recontada no livro de 2020, O Caderno de Ivan – o mendigo que socava o rosto, escrito por Jackson da Mata, que recupera a figura de Ivan através de cartas e memórias, destacando a vida urbana em Manaus.
Fonte: D24AM