Renan Santos analisa direita, PT e define características do eleitor conservador
Em live e entrevista, Renan Santos discute eleições, direita e o impacto da família Bolsonaro na política. Ele enfatiza que não há direita sem Bolsonaro.

Na segunda-feira, 5 de setembro, Renan Santos, do Movimento Brasil Livre (MBL), realizou uma live em seu canal no YouTube, onde fez uma reflexão aprofundada sobre as eleições e os resultados do primeiro turno de 2026. Em um trecho compartilhado em seu perfil no Instagram, ele declarou que não pretende mais disputar o termo 'direita' e mencionou o PT e Lula, além de listar três características que, segundo ele, definem a visão do brasileiro sobre a direita.
Durante a live, Renan destacou que não há como discutir o conceito de direita sem considerar a figura de Jair Bolsonaro. “Não existe direita sem Bolsonaro”, afirmou, reforçando que isso deve ser levado em conta por todos os envolvidos na política. Ele também expressou que não apoiará os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT) no segundo turno, considerando ambos como 'bandidos'.
Renan, que em sua live descreveu as características do eleitor de direita, começou listando a aversão ao PT como uma marca essencial. “O brasileiro que se identifica como de direita odeia o PT, mas isso não se refere apenas às políticas do partido”, disse. Segundo ele, esse eleitor valoriza aspectos como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca privilégios na máquina pública.
A segunda característica mencionada por Renan é a forte identificação do eleitor de direita com a família Bolsonaro. Ele comparou essa relação à marca Bombril, simbolizando a confiança que muitos brasileiros depositam nos Bolsonaro como a única alternativa viável para enfrentar o PT. “As pessoas ainda acreditam que eles têm um plano, apesar das incoerências”, afirmou.
Por fim, Renan abordou o apego a convenções criado pela cultura de massa no Brasil, enfatizando que o país não é essencialmente conservador, mas sim apegado a normas e tradições estabelecidas. Ele argumentou que a influência da mídia e da cultura popular moldou a percepção do que significa ser de direita no Brasil. “A cultura de massa devastou o Brasil em todos os aspectos”, concluiu, ressaltando que o bolsonarismo ainda é uma força política significativa no cenário atual.
Fonte: D24AM