Retenção de Macas Impede Mais de 2 Mil Atendimentos do SAMU em Manaus
Entre janeiro e setembro de 2023, a retenção de macas em hospitais em Manaus causou 2.287 atendimentos não realizados pelo SAMU, conforme a Defensoria Pública do Amazonas.

MANAUS – De acordo com a Defensoria Pública do Amazonas (DPE), a retenção de macas nos hospitais está causando sérios problemas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Manaus. Entre 1º de janeiro e 21 de setembro de 2023, foram registrados 2.287 atendimentos que não puderam ser realizados devido a este problema.
Os dados, apresentados na última quinta-feira (24) na Central de Regulação do SAMU 192, revelam que houve 2.124 ocorrências de retenção de macas, resultando em 3.431 horas de inoperância das ambulâncias. Isso significa que, em média, cada maca ficou retida por aproximadamente uma hora e meia, impossibilitando a ambulância de retornar a suas atividades.
Eduardo Fernandes, gerente técnico do SAMU, destacou que a retenção de macas gera desassistência nas regiões atendidas. “Quando o paciente chega à unidade hospitalar, o ideal é que essa maca seja liberada, permitindo que a ambulância volte a operar e esteja disponível para um novo atendimento”, explicou.
Durante uma inspeção no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, a equipe da DPE encontrou quatro macas retidas, sendo que uma delas estava no local há quase três horas, dificultando novos atendimentos. O defensor público Arlindo Gonçalves mencionou que um Procedimento Coletivo foi instaurado para investigar as razões dessa retenção.
A DPE recebeu em julho respostas da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e das organizações sociais que gerenciam os hospitais, que afirmaram que a compra de novos equipamentos seria uma solução para o problema. Contudo, Gonçalves ressaltou que, apesar das promessas, a situação persiste. “Uma maca retida é uma ambulância parada, que não pode realizar um atendimento dentro do tempo razoável de espera da população”, concluiu.
Fonte: Amazonas Atual