Réus são condenados a 196 anos por homicídios em rebelião no Amazonas
Fabrício Duarte Araújo e Rômulo Brasil da Costa foram condenados a 196 anos de prisão cada um por homicídios em uma rebelião no presídio Raimundo Vidal Pessoa, em 2017.

MANAUS – Os réus Fabrício Duarte Araújo e Rômulo Brasil da Costa foram sentenciados a 196 anos de prisão cada um, em decorrência de homicídios cometidos durante uma rebelião na antiga Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, ocorrida em janeiro de 2017.
A condenação foi anunciada nesta quinta-feira (27) pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. No mesmo julgamento, outros dois réus, Aílton Santos da Silva e Herrison Ilemy da Silva Lobato, foram absolvidos de todas as acusações, resultando na revogação das medidas cautelares contra eles.
Fabrício e Rômulo responderam por quatro homicídios qualificados consumados e seis tentativas de homicídio. O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) destacou que as qualificadoras utilizadas no julgamento foram meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Os réus devem começar a cumprir suas penas provisoriamente. É importante mencionar que ambos foram absolvidos da acusação de tentativa de homicídio contra Douglas Costa de Mesquita, devido à negativa de autoria. Além disso, a punibilidade pelo crime de vilipêndio a cadáver foi considerada prescrita.
A rebelião, que ocorreu na madrugada de 8 de janeiro de 2017, seguiu um massacre no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim) em 1º de janeiro do mesmo ano. O motim envolveu facções criminosas e resultou na morte de quatro internos e ferimentos em sete outros. Este julgamento foi o terceiro de uma série de processos relacionados a esses crimes, que vêm sendo desmembrados pela Justiça.
Fonte: Amazonas Atual