Ridley Scott se define como 'influenciador' e critica fórmulas repetitivas em Hollywood
O diretor Ridley Scott, de 88 anos, se declarou um 'influenciador' em vez de cineasta, durante a promoção de seu novo filme. Ele critica a falta de originalidade na indústria cinematográfica.

SÃO PAULO – O renomado diretor Ridley Scott, que completou 88 anos, revelou em uma entrevista ao jornal britânico The Times que não se considera um cineasta, mas sim um 'influenciador'. Essa afirmação foi feita enquanto ele promovia seu mais novo filme, Ponto Sem Retorno, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 27.
“Você fica vulnerável o tempo todo. Além disso, nunca quero me repetir e todos os meus filmes foram certeiros. Frequentemente estive à frente do meu tempo e, se você está à frente do seu tempo, você é um influenciador. Então, não sou um cineasta, sou um influenciador”, declarou Scott, refletindo sobre sua trajetória na indústria cinematográfica.
A ideia de estar à frente do seu tempo ressoa com alguns dos trabalhos mais icônicos de Scott, como Alien, o Oitavo Passageiro (1979), Blade Runner (1982), Thelma & Louise (1991) e Gladiador (2000). Esses filmes se tornaram marcos em seus respectivos gêneros, mostrando a capacidade do diretor de inovar e influenciar o cinema.
Além de suas reflexões sobre sua carreira, Scott não hesitou em criticar a repetição de fórmulas na indústria de Hollywood. Ele enfatizou que as histórias atualmente se concentram em temas semelhantes, como garotas assassinadas ou super-heróis. “Puta merda! Tem que haver outras histórias para contar”, disse o diretor, expressando sua frustração com a falta de diversidade narrativa.
Ridley Scott também comentou que não tem planos de se aposentar tão cedo. Entre seus projetos futuros, ele mencionou a intenção de realizar um faroeste, um musical e um filme sobre um elefante africano. Além disso, ele revelou que o ator Hugh Jackman foi escalado para sua adaptação da clássica obra A Ilha do Tesouro. O filme Ponto Sem Retorno, que é baseado no livro The Dog Stars, de Peter Heller, traz uma nova abordagem à ficção científica, acompanhando um piloto em um mundo devastado por um vírus.
Fonte: Amazonas Atual