Rodoviários de Manaus realizam paralisação por fim da escala 61
Motoristas e cobradores de ônibus paralisaram o transporte em Manaus por 1h30, pedindo o fim da escala de trabalho 61. Mobilização ocorreu enquanto Lula estava na cidade.

MANAUS - Na manhã desta quarta-feira (27), motoristas e cobradores de ônibus de Manaus realizaram uma paralisação de uma hora e meia, das 5h30 às 7h, como parte de uma manifestação exigindo o fim da escala de trabalho 61. Os ônibus foram estacionados na Avenida Constantino Nery, nas proximidades do Terminal de Integração 1 (T1), afetando significativamente o transporte público da cidade.
Com a suspensão dos ônibus, muitos passageiros se viram obrigados a descer no meio do trajeto e completar o caminho a pé até o Centro. Os trabalhadores do setor se mobilizaram para chamar a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava cumprindo agenda oficial em Manaus, e para pressionar os parlamentares a aprovarem a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa extinguir a escala 61.
O Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas) se disse surpreso com a paralisação, alegando que não houve aviso prévio para a população, empresas operadoras ou autoridades competentes. A proposta em discussão, relatada pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA), propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de folga, preferencialmente aos domingos, além de proibir qualquer tipo de redução salarial.
“Foi apenas um recado. Um pequeno protesto dirigido aos parlamentares amazonenses na Câmara Federal. Se a PEC 221 não for votada, o Brasil vai parar, especialmente Manaus”, afirmou Givanci Oliveira, presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas. A mobilização foi organizada pelo sindicato, com o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que enfatizou a urgência da aprovação da proposta.
A Prefeitura de Manaus, em nota, destacou que respeita o direito à manifestação, mas ressaltou a importância da manutenção dos serviços essenciais, como o transporte coletivo, que é vital para milhares de trabalhadores e estudantes. Embora as linhas paralisadas tenham retornado à normalidade a partir das 8h, o IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) continuará monitorando a situação para minimizar os impactos na mobilidade urbana da capital.
Fonte: Amazonas Atual