Rondônia registra aumento alarmante nas mortes violentas em 2025
Em contraste com a queda nacional nas mortes violentas, Rondônia apresenta um aumento de 7,5% em 2025, com destaque para as mortes em ações policiais.

Rondônia se destaca como um dos sete estados brasileiros que vivenciaram um aumento nas Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2025, conforme revelado pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto o restante do Brasil registrou uma redução nesse tipo de crime, o estado apresentou um incremento de 7,5% em comparação a 2024.
As Mortes Violentas Intencionais englobam diversas ocorrências, como homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes resultantes de intervenções policiais. Além de Rondônia, outros estados como Rio Grande do Norte, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro também marcaram aumento nas estatísticas desse indicador entre 2024 e 2025.
O anuário destaca que o crescimento das mortes em intervenções policiais foi o principal fator para o aumento em Rondônia. Os dados mostram que as mortes decorrentes de ações policiais saltaram de oito para 47 em apenas um ano, resultando em um aumento impressionante de 485,6%. Essas mortes agora representam 9,5% de todas as mortes violentas registradas no estado.
Além desse cenário preocupante, Rondônia também se classifica entre os estados com os piores índices de violência contra a mulher. O número de feminicídios cresceu 66% em um ano, elevando a taxa para 2,9 vítimas por 100 mil mulheres, posicionando o estado como o segundo mais alto do Brasil, atrás apenas do Acre, que possui uma taxa de 3,2.
Em relação a outros crimes, Rondônia também apresenta dados alarmantes, como a segunda maior taxa de estupros no país, com 97,1 casos por 100 mil habitantes. O estado ainda se destacou pelo maior crescimento no descumprimento de medidas protetivas de urgência, com um aumento de 38,2%. Em Porto Velho, os crimes de roubo e furto de celulares permanecem como um dos principais desafios na segurança pública.
Fonte: Portal Amazônia