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Rua do Samba é renomeada em São Paulo, celebrando a história do samba

A Rua João de Barros, na Barra Funda, agora se chama Rua do Samba, homenageando a rica história do samba e a memória da população negra no bairro.

Marina Ribeiro2 min de leiturasamba, cultura negra, São Paulo
Rua do Samba é renomeada em São Paulo, celebrando a história do samba
Foto: (Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil)

Em 28 de julho, a Rua João de Barros, situada no bairro da Barra Funda em São Paulo, foi rebatizada como Rua do Samba. Este local, que possui apenas uma quadra, é conhecido desde a década de 1980 por ser palco de rodas de samba, com eventos organizados por Carlos Alberto Tobias.

O novo nome da rua representa não apenas uma homenagem ao gênero musical, mas também um resgate da memória da comunidade negra que habita a Barra Funda. A história é particularmente significativa para a família da cantora e compositora Simone Tobias, que é filha de Carlos Alberto e neta de Inocêncio, responsável pela reorganização de um antigo grupo carnavalesco em 1953, que viria a se tornar a Escola Camisa Verde e Branco.

Simone Tobias compartilha que a tradição do samba na família remonta a 1914, quando seu tio, Dionísio Barbosa, fundou o grupo carnavalesco Barra Funda. Em 1953, seu avô iniciou um movimento para formar um novo cordão, utilizando as cores do antigo grupo como forma de homenagem e resgate da memória.

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A valorização da história negra no samba é um tema de grande relevância, especialmente diante da crescente especulação imobiliária que tem impactado a comunidade local. Simone menciona como sua família foi deslocada para a periferia na década de 1980, refletindo a pressão que muitos moradores enfrentam devido à gentrificação na região.

Com o objetivo de preservar a memória negra do samba, o projeto Cartografias de Bambas, liderado por Nathália Oliveira, busca ressaltar a importância do pertencimento a um território. Nathália destaca que a Rua do Samba é um símbolo de resistência e chama à reflexão sobre a permanência da população negra em espaços que fazem parte da sua história. O Festival Cartografias de Bambas, que ocorre mensalmente, tem atraído um público diversificado, reafirmando a conexão da comunidade com suas raízes.

Fonte: D24AM

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