Seca do Rio Negro Complica Transporte em Manaus e Ribeirinhos Enfrentam Desafios
Com o nível do Rio Negro em 16,52 metros, moradores de Manaus enfrentam longas caminhadas e aumento nos custos de transporte. A estiagem afeta a rotina de mais de 120 mil famílias na região.

O Rio Negro continua a registrar queda em seu nível, alcançando 16,52 metros no dia 29 de outubro. Essa situação tem complicado a vida dos que dependem do transporte fluvial em Manaus, pois as distâncias para os pontos de embarque aumentaram, exigindo longas caminhadas.
Atualmente, mais de 120 mil famílias estão sendo impactadas pela estiagem, com 47 municípios do Amazonas em estado de emergência, enquanto Manaus segue em alerta. Os efeitos da baixa nas águas já são visíveis em seis bairros e em pelo menos 88 comunidades ribeirinhas.
Ana Cláudia, residente da comunidade São Sebastião, no Tarumã-Mirim, relata que precisa ir à capital mensalmente. Contudo, com a diminuição do nível do rio, o acesso pela Marina do Davi se tornou mais distante e oneroso, levando mais de uma hora de viagem e custando R$ 100.
Além dos moradores, comerciantes e trabalhadores da região também enfrentam dificuldades. João Alves, um marítimo, destaca que é necessário percorrer quase dois quilômetros para alcançar a comunidade devido à baixa do rio. Ele observa que a estiagem tem sido severa, tornando o transporte ainda mais complicado.
Com o nível baixo do rio, a oferta de produtos nas comunidades também é afetada. Maurício Tavares, comerciante local, informa que os preços dos produtos aumentaram, pois agora precisam usar barcos menores, o que eleva os custos do frete. Além disso, a falta de infraestrutura e problemas no fornecimento de energia elétrica na comunidade Marina do Davi são preocupações constantes, e a coleta de lixo também precisa de melhorias, conforme relatado pela líder comunitária Sara Guedes.
Fonte: Portal Amazônia